Direc de Santo Amaro junta poesia e música em festival regional

A Diretoria Reginal de Educação de Santo Amaro (Direc 31) já tem os seus representantes para as finais estaduais do Festival Anual da Canção Estudantil (Face) e do Projeto Tempos de Arte Literária (Tal), previstas para acontecerem no mês de novembro, em Salvador. O evento que marcou a etapa regional dos dois projetos desenvolvidos pela Secretaria da Educação do Estado da Bahia reuniu, na quinta-feira (29/07/2010), cerca de 300 estudantes no Teatro Dona Canô, em Santo Amaro.

A canção vencedora foi “Palavras de um povo”, composição do estudante Rodrigo Souza dos Santos, de 19 anos, aluno do 3º ano do ensino médio do Colégio Estadual Getúlio Vargas, do Município de Mata do São João. E o texto que representará a região de Santo Amaro no sarau estadual do Tal é a poesia “A dor da saudade”, de Ana Raquel Bonfim, 17 anos, estudante do 3º ano do ensino médio do Colégio Estadual Luís Eduardo Magalhães, do Município de Pojuca.

O festival e o sarau regional de Santo Amaro contaram com a participação de estudantes de quase todas as escolas estaduais dos municípios de Itanagra, Mata de São João, Pojuca, Santo Amaro, São Francisco do Conde, São Sebastião do Passé, Saubara, Teodoro Sampaio e Terra Nova, que integram a Direc 31. “É muito prazeroso ver os nossos estudantes mostrando os seus talentos e, acima de tudo, provando que a educação não está, apenas, na sala de aula”, disse a diretora da Direc 31, Munique do Carmo.

Cirilo Alves Júnior, 19, estudante do 1º ano do ensino médio do Colégio Estadual Governador César Borges, do Município de Terra Nova, abusou da criatividade e apresentou uma mistura inusitada: “Amor e geografia”. “Nem eu sei como consegui fazer, mas eu falo de manto, núcleo, altitude, latitude e do amor também”, diverte-se. “Acho o Face uma maravilha para mim que quero ser músico”, conclui o jovem.

Inspiração literária – Para Vanilo Ferreira, 13, que participou do Tal, a diferença de quem está nos projetos aparece mesmo é na aula de Português e Literatura, mas a inspiração veio da aula de ciências e biologia. “Eu fico escrevendo várias vezes, trocando as palavras, aprendendo as palavras certas e minha poesia fala de poluição, quero passar uma mensagem sobre o meio ambiente”, conta o garoto. Na opinião de Vanilo, que estuda no Colégio Estadual Costa e Silva, em Teodoro Sampaio, jogar o lixo no lixo e economizar energia são os primeiros passos para quem está começando a pensar na preservação do meio ambiente.

O júri composto pelas musicistas Poliana Coelho, Giovana Franco, Érica Sá e Neila Alcântara, integrantes da Banda Chita Fina e pelo professor da faculdade de música da Universidade Federal da Bahia e do Colégio Estadual Manoel Novaes (Salvador), Jorge Stardeli, o Onça, ficou encantado com a desenvoltura dos estudantes no palco. “Bem bacana, estou surpresa com a quantidade de talentos que a gente descobre nesses festivais. Quando eu era estudante, não tive essa oportunidade. É enriquecedor para a nossa educação”, afirmou a cantora Neila Alcântara que animou os estudantes ao som dos sucessos da Banda Chita Fina.

Jorge Stardeli, que também é poeta, explicou que, enquanto escutava as obras, observou a harmonia do arranjo, a melodia, o ritmo e a performance artística dos estudantes. Ao tratar dos textos, ele acrescentou ainda a condução da poesia, o enredo, a sensibilidade do autor e a mensagem transmitida como pontos a serem considerados. Onça fez questão de ressaltar a importância dos trabalhos preparatórios antes dos estudantes soltarem a voz no microfone. “O apoio antes é importante para desinibir a criança”, justificou Onça.

60 anos do Baião – o Face em Santo Amaro teve uma motivação especial este ano. A Direc 31 decidiu fazer do festival regional uma homenagem aos 60 anos do Baião, ritmo de dança popular que faz muito sucesso no nordeste do Brasil. Os primeiros sucessos que embalaram o Baião foram cantados por Luiz Gonzaga, em 1946. Ele ajudou a popularizar o ritmo que ocupou o espaço que, até então, era do Bolero, em várias regiões do país.

Dançando o Baião, um grupo de professores, coordenadores, técnicos e a diretora Munique, arrancou gritos e aplausos dos estudantes ao subirem no palco. “O melhor incentivo e a melhor forma de ensinar é dando exemplo, por isso, nós decidimos participar da festa este ano, não só como expectadores”, anunciou a diretora antes dos apresentadores caracterizados de Lampião e Maria Bonita, darem início às apresentações.

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