Secretaria anuncia mais recursos para Projeto Fanfarras Escolares

Estudantes, professores e gestores da rede estadual de ensino vivenciaram, na tarde desta quarta-feira (16/06/2010), um resgate cultural com a cerimônia de entrega da primeira remessa de fanfarras para 55 unidades escolares, no auditório da Escola Parque, na Caixa D’Água.

Na abertura do evento, com a apresentação da Fanfarra do Colégio Estadual Raphael Serravalle, o secretário da Educação do Estado, Osvaldo Barreto, anunciou que estão previstos para o próximo ano, R$ 2 milhões destinados à continuidade do projeto Fanfarras Escolares no Compasso da Juventude, desenvolvido pelo órgão.

Esse movimento de implantação e revitalização das fanfarras, que visa fomentar o aprendizado musical e envolver os jovens no ambiente escolar, teve, na sua primeira fase, um orçamento de R$ 600 mil do Tesouro Estadual. “Faremos também investimentos na formação de regentes, porque acreditamos que a música é um importante instrumento para resgatar a autoestima de nossa escola e o respeito pela educação na Bahia”, disse Barreto.

Cada módulo de fanfarra, composto por 49 instrumentos (incluindo bumbos, caixas, congas, cornetas, cornetões, bombardinos, meia-lua de pandeiro, surdos, pratos e timbaus), foi entregue a 29 escolas, onde as bandas serão implantadas. Outras 26 unidades escolares terão suas fanfarras revitalizadas com os novos equipamentos.

Valorização

A professora Noélia Félix, do Instituto Central de Educação Isaias Alves (Iceia), era uma das mais emocionadas. “Estou comovida porque tem 18 anos que trabalho com fanfarra e sempre lutei pela valorização dessa manifestação musical e, só agora, pela primeira vez, esse resgate está acontecendo”.

Noélia afirmou que, por meio do trabalho com as fanfarras, muitos jovens foram resgatados para o convívio social. “Tenho na Fanfarra do Iceia (Fanceia) ex-drogados, ex-pichadores que agora são grafiteiros”. A Fanceia, composta de 120 integrantes, é a mais antiga da rede estadual. Em agosto, completa 60 anos.

Aluna do Colégio Estadual Duque de Caxias, Daiane Santos, 20, que participa da fanfarra da sua escola (Fanduc), confirmou o discurso de Noélia. “Ao contrário do que se pensa, fanfarra não é lugar de farra. Ela tira muitos jovens das drogas e promove educação”.

A estudante Sheila Maria, representando os estudantes na mesa que compôs a cerimônia, foi aplaudida pelos colegas ao falar da alegria de voltar a ter nas escolas as fanfarras. “Elas cumprem o papel de integrar alunos e comunidade, promovendo diversão e educação”. A diretora do Colégio Luiz Viana Filho, Márcia Maristela Silva, ressaltou o seu entusiasmo de ver “a identidade desse ícone cultural ser resgatado”.

Presente no evento, o cantor e compositor Tonho Matéria chamou a atenção da garotada para a importância de aprender a lição com seus mestres. “Por meio da fanfarra descobri vários músicos que hoje trabalham comigo na minha banda. A fanfarra é um instrumento de combate à violência e de valorização da cultura”.

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