Vereadores criticam atendimento médico de urgência no Clériston Andrade. Confira este e outros debates da CMFS desta segunda (03/05)

Hospital Geral Clériston Andrade é realmente um matadouro, afirma Ronny

O vereador Reinaldo Miranda – Ronny – (PMN), hoje (03/05/2010), em seu discurso proferido na tribuna da Casa da Cidadania, afirmou que, no último sábado, um casal oriundo do município de Itatim, foi vítima de um acidente naquela região e, devido ao estado de urgência, transferiram para Feira de Santana, onde recebeu atendimento precário no Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA). De acordo com Ronny, as vítimas chegaram à unidade de saúde por volta das duas horas da madrugada e só foram atendidas as 10h30.

“Entraram em contato comigo e eu cheguei por volta das 7 horas no Clériston. Nunca vi um quadro horrível como aquele. Não tinha uma maca e os pacientes estavam no chão. Duas pessoas em coma no chão. Não tinha aparelho de oxigênio. A técnica de enfermagem e o motorista da ambulância de Itatim estavam cada qual com um ambu, dando a esses pacientes para que não parassem de respirar. Só depois de muita conversa que disponibilizaram uma maca para o caso mais crítico”, denunciou Ronny.

Segundo o vereador, ao fazer as reivindicações, ele foi quase agredido pelo médico, conhecido como Doutor Maurício. “O médico disse que o atendimento era da forma que ele queria. Quem mandava no Hospital Geral Clériston Andrade era ele”.

Ronny disse, diante da declaração do médico do HGCA, que o médico era um mal educado. “Você tinha que acordar era boi porque o Hospital Geral Clériston Andrade é um matadouro. Por conta do meu desabafo e das fotos que eu tirei sobre os problemas da unidade de saúde, o Doutor Maurício me impulsionou a sair do hospital a força. Vieram seguranças e policiais militares. Porém, chegaram vários vereadores: Tom, Roque Pereira, Lulinha e Getúlio Barbosa, o deputado José Neto e a imprensa de Feira de Santana, tentando apaziguar a situação”.

Na oportunidade, o vereador acrescentou mais críticas ao HGCA. “Eu nunca vi dizer na minha vida que num ambulatório ou numa sala de emergência atendam homens e mulheres, todos misturados. Só existe isso no Hospital Geral Clériston Andrade. Nos demais hospitais têm a ala feminina, a ala masculina e a ala pediátrica. A gente chega ao Clériston e verifica que lá é um matadouro. Ali fede. A gente matou uma barata, perto dos pacientes que estavam no chão. Eu tirei fotos”, disse Ronny.

O vereador enfatizou também o problema de escassez de funcionários. “Não havia nem maqueiro para conduzir o paciente à sala de tomografia. Doutor Gustavo, que é um médico bem educado, que fez essa tarefa. Pior de tudo, eles dizem que lá tem especialista. Não tem. No sábado, era plantão de um neurologista e ele não compareceu ao trabalho. Para Ronny, está faltando administração no Clériston. “Eu e o vereador Tom procuramos a diretora Edilma e ela não estava. A Doutora só anda viajando. Não tinha ninguém para dar satisfação”, reclamou.

Finalizando, Ronny ressaltou que, na última sexta-feira, faltou água até para beber, durante toda manhã no HGCA. “Imagine vocês, como foi feita a higienização do hospital com aquelas bactérias que tem lá?”.

Na opinião do vereador Roque Pereira (PT do B), Feira de Santana precisa de mais um hospital geral. “Não adianta ficar reformando salas A, B ou C. “Tem que construir outro hospital urgente. Como é que o Governo do Estado está construindo um hospital da Criança, desde quando já existe um no Município”, questionou.

Vereadores criticam atendimento médico de urgência no Hospital Clériston Andrade

O atendimento emergencial na rede de saúde pública, em Feira de Santana, foi um dos temas mais abordados na sessão de hoje (03) da Câmara Municipal. Vereadores de diversas bancadas trataram do assunto, em razão do episódio envolvendo uma vítima de acidente automobilístico procedente do município de Itatim, que permaneceu horas sem ser medicado, no Hospital Geral Clériston Andrade. O fato foi relatado pelo vereador Reinaldo Miranda, o Ronny, que acompanhou o paciente.

O vereador Ewerton Carneiro, o Tom, disse que testemunhou a “falta de compromisso com os pacientes”, no HGCA. Mas ele admite que, além do grande número de pessoas conduzidas de outras cidades para o Clériston Andrade, muitos pacientes estão sendo transferidos do Hospital Dom Pedro de Alcântara para aquela unidade. “A direção do Hospital Dom Pedro precisa ter mais responsabilidade”, afirmou Tom.

Observou ainda o líder da bancada governista que outro agravante é que alguns médicos, por falta de compromisso, nem avaliam direito os pacientes e já os encaminham para o Clériston Andrade. “Deve acabar essa picuinha. Temos que dar um basta. É preciso que todos se unam pela melhora do atendimento na emergência médica em Feira”.

O vereador Reinaldo Miranda disse que apenas 30% dos pacientes que chegam ao HGCA são de Feira de Santana. Essa situação é natural, segundo ele, pois é o único hospital da região com dois médicos plantonistas. “Os hospitais particulares, por exemplo, só mantêm um plantonista”.

Os vereadores Ângelo Almeida e Marialvo Barreto defenderam que há irresponsabilidade de prefeitos da região de Feira de Santana. “Os prefeitos, em sua maioria, não fazem sua parte. Em vez de investir os recursos da saúde em atendimento básico, desviam esse dinheiro para outras finalidades”, acusou Ângelo.

Na mesma linha de raciocínio, o outro vereador petista da Câmara Municipal, Marialvo Barreto, diz que é necessário criminalizar prefeitos que não oferecem o atendimento medico de responsabilidade dos municípios.

Tourinho propõe convidar diretora Edilma Reis para falar sobre o HGCA na Câmara

O vereador Roberto Tourinho disse que vai propor convidar a diretora do Hospital Geral Clériston Andrade, a médica Edilma Reis, para comparecer à Câmara Municipal com o objetivo de dar informações e esclarecimentos, à Casa, em relação a diversos assuntos relacionados ao atendimento prestado pela unidade de saúde.

“Estou elaborando um requerimento e peço a assinatura de todos os colegas, para que possamos fazer uma tramitação em regime de urgência, diante da necessidade de que tenhamos essa discussão o mais brevemente possível”, disse ele. Tourinho pretende que a sessão especial possa acontecer no dia 27 deste mês. No encontro, a diretora deverá abordar temas como o funcionamento da UTI do HGCA, a regulação de exames e pacientes, falta de leitos e outros assuntos.

O vereador Marialvo Barreto propôs que seja articulada a visita de uma comissão de vereadores ao Hospital Dom Pedro de Alcântara para saber os motivos pelos quais os 12 leitos destinados ao atendimento emergencial de pacientes, naquela unidade de saúde não estão funcionando. O presidente Antônio Carlos Ataíde declarou que a própria Comissão de Saúde tem autonomia para articular a visita.

Getúlio diz que é necessário criar setor de triagem na emergência do Clériston

Sobre a crise no atendimento emergencial em Feira de Santana, o vereador Getúlio Barbosa, que é médico e atua no Hospital Geral Clériston Andrade, disse que é necessário “uma ampla reflexão sobre a situação” de todos os envolvidos no sistema. “Pode se dizer que houve imprudência, no caso do familiar do vereador Ronny que chegou em estado grave ao HGCA”, disse ele.

Segundo Getúlio, o paciente em coma precisa de atendimento básico. Uma cidade como Itatim teria que dispor desses recursos mínimos. “Não pode ser transportado de um lugar para outro sem estar entubado, sem oxigênio”.

Em seu entendimento, a demora no transporte do paciente, do local do acidente até o hospital, é fator que pode agravar as lesões cerebrais de uma vítima de fortes traumas na cabeça. Ele também observa que houve imprudência do médico de plantão. “Tinha que fazer o exame na hora que chegou”.

Para o vereador, é necessário ser instalada uma triagem, pelos médicos residentes, para que se saiba qual paciente precisa ser encaminhado ao pronto-socorro. “É assim que funciona nos grandes hospitais de urgência. Como acontece hoje em dia no Hospital Clériston Andrade, as pessoas correm o risco de, na hora que precisar, não ter a assistência correta.

Aliado a isto, o vereador-médico defendeu que o Estado tem que exigir que o Hospital Dom Pedro de Alcântara faça cirurgias de urgência. A medida, explica, é de grande importância para desafogar o Clériston Andrade.

Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) não tem investimento estadual, diz vereador

O vereador Reinaldo Miranda (Ronny) contestou, em discurso na Câmara durante a sessão desta segunda-feira (03), depoimento do deputado Zé Neto, em uma entrevista para emissora de rádio, sobre as Unidades de Pronto-Atendimento (UPA) que vão ser construídas em Feira de Santana. Segundo ele, não há investimento do Governo do Estado, na implantação dessas unidades.

“O deputado Zé Neto informou, em uma entrevista, que a existe investimento do Governo do Estado na implantação da Unidade de Pronto-Atendimento, mas isso não é verdadeiro. Os recursos são federais e o Município, em contrapartida, cedeu a área para a realização da obra”, afirmou Ronny.

A opinião de Reinaldo Miranda foi contestada pelo vereador Ângelo Almeida. Ele disse que foi “fundamental” o papel do Governo do Estado, para que Feira de Santana tenha conquistado as três Unidades de Pronto-Atendimento. “O governador Jaques Wagner, o secretário de Saúde Jorge Solla e o deputado Zé Neto têm importância, com a ação política que empreenderam, para que o município receba esses investimentos”.

Governo licita nos próximos dias construção de grande unidade de ensino no Candeal 2

Um prédio de grande porte será construído na localidade Candeal 2, distrito de Matinha, para sediar a Escola Joaquim Pereira dos Santos. O investimento será feito pela Prefeitura de Feira de Santana. O projeto, segundo o vereador Luiz Augusto de Jesus, está pronto e a licitação para contratação da construtora responsável pela obra deverá ser realizada nos próximos dias.

Conforme o vereador, essa é uma antiga luta da comunidade de Candeal 2. “Não é reforma de um prédio, mas a construção de um imóvel de grande porte. “A escola será maior até que a que existe na sede do distrito de Matinha. “Com 10 salas de aula, auditório, informática, entre outras instalações, vai atender não apenas a comunidade do Candeal 2, mas toda aquela região”.

Para o vereador, este é um projeto audacioso do prefeito Tarcízio Pimenta. A obra vai custar quase R$ 700 mil. Luiz Augusto lembra que a escola foi construída pelo ex-prefeito Colbert Martins. Posteriormente, instalou-se nas imediações uma casa de farinha, desativada há vários anos. “Não é verdade que a escola esteja funcionando em uma casa de farinha”, disse ele.

O vereador Carlos Alberto Costa Rocha afirmou que a escola funciona em um local inadequado para uma escola e que está havendo uma demora na realização da obra. “Não sei qual o motivo”, observou, ao propor a Luiz Augusto que busque contato com o governo com o objetivo de acelerar os trabalhos.

Getúlio diz que o Sincol tenta intimidar os vereadores

“O Sincol usa, além da ardileza de fazer tudo em Feira de Santana do jeito que ele imagina que deve ser pelo poder econômico, ele também tenta intimidar os vereadores, sendo que essa intimidação é mais para imprensa e para o público do que propriamente com algum fundamento embasado”. A afirmação foi do vereador Getúlio Barbosa (PP), hoje (03), em seu discurso na sessão legislativa.

Getúlio disse que, na última sexta-feira, ele foi ao Fórum ser testemunha do vereador Roberto Tourinho e do ex-vereador Etevaldo de Jesus contra as acusações do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Feira de Santana (Sincol). “Nós notamos no Sincol, além das falácias, a maneira como eles tentam intimidar. Eles movem o processo contra um vereador, tentando de maneira indireta, atingir os 21 vereadores desta Casa”.

Getúlio declarou que esperava que os advogados do Sincol fossem sustentar a tese de que Tourinho e Etevaldo teriam cometidos alguma injúria contra o órgão. “Porém, para minha surpresa, eles alegaram coisas que os réus não falaram. Quem falou foi eu, Marialvo e Jair de Jesus e, no entanto, não fomos processados. Pegaram Tourinho como ‘bode expiatório’. Por sua vez, Etevaldo, pela maneira simples de ser, quiseram amedrontá-lo e, consequentemente, amedontrar os demais vereadores”.

Indignado, Getúlio acrescentou: “Lá no Fórum, eu esperava ser chamado para responder a alegação que estavam tentando macular a imagem, ao longo dos anos, do Sincol. Essa imagem – ao longo dos tempos, construída pelo Sincol – é melhor que modifiquem mesmo porque é uma imagem péssima, uma imagem de gulosos, de gananciosos, de tudo pelo dinheiro e nada pelo social”.

Ele contou também que o Sincol ainda tentou fazer um acordo com os réus, mas eles não aceitaram. “Ora, eu também já respondi processo. Eu estando na minha razão, quando me chamam pra fazer acordo, eu não aceito. Tourinho e Etevaldo agiram certos”, disse Getúlio. Em seguida, o vereador afirmou que o Sincol presta um péssimo serviço a população de Feira de Santana e que alguns indivíduos do órgão tentam passar uma imagem que são truculentos. “Quero mandar um recado: para uma ação de truculência, eu respondo com truculência e atitude. Não tenho medo de ninguém do Sincol. Ninguém tente me amedrontar”, alertou Getúlio.

Vereador esclarece sobre declarações durante audiência pública

O vereador Luiz Augusto de Jesus fez esclarecimentos, na sessão desta segunda-feira (03) sobre declarações que foram atribuídas a ele, durante uma audiência pública realizada na última sexta-feira para debater o projeto que pode instituir em Feira de Santana o toque de acolher para crianças e adolescentes.

“Eu não disse que juiz era o de Santo Estevão, que botava um boné e uma bermuda e ia para a rua, como se falou naquela audiência pública”. Lembrou também de uma pergunta feita pela repórter Fátima Brandão, da Rádio Subaé AM, ao juiz da Vara da Infância e Juventude, Walter Ribeiro Costa Júnior, que lhe causou preocupação.

“A radialista perguntou ao juiz se eu seria preso ou processado. Não matei nem roubei, não cometi nenhum ato para ser preso ou processado”, afirmou. Ele declarou que já pediu a proteção dos advogados do Democratas, partido ao qual é filiado. Solicitou também que o setor jurídico da Casa fique em alerta.

O vereador Roque Pereira, corregedor da Câmara, disse que colocaria o advogado da Corregedoria à disposição, para prestar auxílio jurídico, caso Luiz Augusto venha a necessitar. Ele também se manifestou solidário ao colega Luiz Augusto, em virtude da atitude, durante a audiência pública, de uma professora da rede municipal, que teria se portado de forma agressiva no evento. Na opinião de Roque Pereira, a Mesa deveria ter cortado o microfone de “Maria do PT”, como seria mais conhecida.

“Essa senhora adentrou ao plenário em traje inadequado para jogar um saco de biscoito, merenda escolar, nas mãos do colega”. Roque propôs que a Secretaria de Educação apure como o alimento foi parar nas mãos da professora. Também lamentou declaração da promotora de justiça Idelzuíth Freitas, presente na audiência pública, ao afirmar que estaria envergonhada de tramitar uma lei dessa natureza nesta Casa.

Sobre o assunto, Luiz Augusto disse que a professora, provavelmente, deixou um estudante sem merenda, para trazer o alimento à Câmara Municipal.

O vereador Marialvo Barreto tem opinião divergente. Segundo o petista, não houve, durante a audiência pública, ameaça do juiz ou ofensa por parte da professora ao colega Luiz Augusto.

O vereador Luiz Augusto, no entanto, lembrou que o juiz havia declarado, durante a audiência pública, que iria analisar o conteúdo dos comentários feitos na sessão especial da véspera, na quinta-feira, também sobre o projeto do “Toque de Acolher”, para decidir se iria “adotar providências”.

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