Sem-terra apresentam pauta de reivindicação ao governador Jaques Wagner

Representantes do MST se reuniram nesta sexta-feira (30/04/2010) com o governador Jaques Wagner e os secretários Eduardo Salles (Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária) e Cézar Lisboa (Relações Institucionais) para apresentar a pauta de reivindicação. Entre os pontos principais citados pelos sem-terra estão os referentes a três eixos: produção, infraestrutura e terra.

Segundo Salles, durante as rodadas de negociação ocorridas com as lideranças do MST e o governo estadual foram acordados que as ações de reintegração de posse serão centralizadas na Casa Militar, que formará uma comissão para análise desses processos, visando ao aumento de produção e comprometimento da elaboração de projetos produtivos para o cacau, o café, a mamona e o leite nos assentamentos para serem enviados ao Incra.

Para o diretor estadual do MST, Márcio Matos, o apoio do governo da Bahia é importante para atração de recursos aos projetos do movimento. Ele afirmou que o governo tem se disponibilizado a negociar e a discutir as pautas de reivindicação. “Cada negociação é um passo que se avança para consolidar as conquistas. O processo de negociação foi extremamente positivo e conseguimos apoios significativos”, disse.

Em âmbito nacional, o Incra se comprometeu a construir a Adutora do Chapadão, em Vitória da Conquista, obra que vai atender 600 famílias de trabalhadores assentados, com investimentos de R$ 10 milhões.

Três projetos importantes foram aprovados pela Secretaria de Desenvolvimento Social e de Combate à Pobreza (Sedes), que são a construção da Cooperativa Central dos Assentamentos da Bahia, a implantação do Centro de Cultura e Assistência Social e a Central das Associações Comunitárias de Ocupantes e Assentados do Semiárido Baiano.

Ainda serão disponibilizados pelo Estado para os assentamentos kits de mecanização e de irrigação elétrica, cinco casas de farinha, laticínio e despolpadeiras de frutas.

Resgate da cidadania

“Recebemos empresários, trabalhadores e movimentos sociais também. Aqui tem muita gente honesta e simples, que vem de longe buscar apoio para poder produzir, a fim de sobreviver de seu próprio trabalho. Recebemos a todos e por meio de uma conversa muito franca respondemos dentro do que é possível atender. Este é o resgate da cidadania que temos que fazer na Bahia e no Brasil. Sou a favor do assentamento, desde que este consiga produzir e dar condições de as pessoas viverem de seu próprio trabalho”, afirmou o governador.

Ele declarou que o Estado tem dado apoio aos assentamentos por meio de entrega de sementes, animais, adubo, equipamentos e financiamentos, “para que os integrantes do movimento tenham condições de produzir suas culturas, desenvolvendo a agricultura familiar nos assentamentos”. No total, a Bahia possui 35 mil famílias assentadas por meio da reforma agrária.

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