Literatura de cordel anima noite do Lua Cheia no Cuca

Literatura de cordel em quantidade e com alto padrão de qualidade. Foi o que aconteceu na noite de quarta-feira (28/05/2010) no Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca). Cordelistas e repentistas de Feira de Santana, de outras cidades baianas e até de outros Estados se reuniram no Projeto Lua Cheia realizado pela Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) através do Cuca.

O luar que iluminou a noite do evento serviu de inspiração para os versos da dupla feirense João Ramos e Caboquinho. Antonio Barreto trouxe sátira e irreverência no teatro de arena do Cuca. Homenageou o professor e criticou programas televisivos que pouco ou nada contribuem para a cultura. O jovem sergipano Cristo Neto demonstrou habilidade no jogo com as palavras em seus poemas de cunho religioso e deu um show de improviso ao lado do veterano Caboquinho, num encontro de gerações ao som de viola.

Além de Cristo Neto, a dupla Pardal do Jaguaripe e Ségio Bahialista representou a nova geração de cordelistas. Pardal trouxe uma inovação ao adicionar samba e maracatu aos poemas. Bahialista tratou dos problemas da capital baiana e do carnaval.

O poeta Franklin Maxado, apresentador do evento, lançou o cordel O Futebol dos Macaquitos e Outros Bichos na Copa.

O evento contou também com a presença do artista Luiz Natividade, que expôs scordeis, desenhou rostos e mostrou como se desenvolve a técnica da xilogravura. Outro xilogravurista presente foi Gabriel Arcanjo, parceiro de Antonio Barreto. Também esteve presente o contador de causos Julhinho do Rio Grande do Norte.

Espaço aberto

O poeta João Ramos avaliou como positivo o espaço dado à cultura popular pela Uefs atualmente, mas afirmou que “já houve altos e baixos” e lembrou do festival de violeiros que só teve uma edição.

Franklin Maxado reconheceu o apoio da Uefs aos eventos relacionados com a cultura popular e destacou a gestão de Yara Cunha na década de 1990 e a atual do reitor José Carlos Barreto como as que mais fomentaram a cultura popular na Instituição. “Tudo começou com a criação do Museu Casa do Sertão”, sintetizou.

Para a diretora do Cuca, Selma Soares, o objetivo do evento é valorizar a arte e a cultura local. A diretora afirmou que o Centro “não é mais alugado para eventos comercias, sendo espaço exclusivo para a cultura”.

O reitor José Carlos Barreto, que também prestigiou o evento, disse que nos últimos três anos a Universidade vem ampliando ao espaços para a expressão e a cultura popular, em busca de cumprir o seu papel junto à sociedade.

O público participava da festa interrompendo as apresentações com salva de palmas, aprovando as cantorias e declamações. Gilson Leal Costa, que se deslocou do município de Coração de Maria para prestigiar o evento, ficou surpreso com o talento e criatividade dos artistas. “O Cuca viveu nesta noite um show de cultura e performance”, elogiou.

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