Governo e movimentos sociais comemoram avanços no campo

Governo e movimentos sociais comemoram avanços no campo.

Governo e movimentos sociais comemoram avanços no campo.

Depois de quase uma semana de negociações e entendimentos, o Movimento de Trabalhadores Assentados Acampados e Quilombolas, (Ceta), resolveu suspender o acampamento, levando na bagagem conquistas importantes, tanto para os trabalhadores quanto para o governo, que deu passos importantes para avançar na reforma agrária, principal reivindicação dos trabalhadores. As rodadas de negociações foram comandadas pelos secretários Eduardo Salles, da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária, e Cézar Lisboa, das Relações Institucionais. Nesta sexta-feira (07/05/2010), representantes do Ceta participaram de audiência no Incra com o Ministério Público e a Ouvidoria Agrária Nacional para discutir questões relacionadas a conflito agrário. No final da tarde anunciaram que à noite retornariam aos seus acampamentos.

Uma semana antes da chegada do Ceta, cerca de 5 mil trabalhadores do MST acamparam em volta da Seagri, para discutir suas reivindicações. Conforme avaliou o secretário Eduardo Salles, foi mais uma semana de intenso trabalho com o movimento social, que teve também suas reivindicações atendidas na medida das possibilidades do governo.

Na avaliação do secretário da Agricultura, Eduardo Salles, o saldo das negociações com os movimentos sociais é muito positivo. “Recebemos todos eles, e discutimos uma a uma as pautas de reivindicações. Em nossos encontros, prevaleceu uma relação sincera e franca. Fizemos tudo dentro do limite possível. E mostramos, com transparência, o que pode ou não ser feito”, disse.

Para o secretário das Relações Institucionais, Cézar Lisboa, o governo do Estado demonstrou, mais uma vez, atenção às questões de reforma agrária. “Saímos das negociações com os acordos concretizados. E estamos abertos ao diálogo, dispostos a recebê-los sempre que precisarem. É assim que age o governo democrático”, considerou.

Nas rodadas de negociações, que se configuraram como verdadeiras reuniões de trabalho, foram debatidas questões relacionadas a três eixos: terra (regularização fundiária), infraestrutura (saúde, educação, energia, estradas, dentre outras) e produção (unidades agroindustriais).

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Sobre o autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto Oliveira da Silva (Carlos Augusto) é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF). Atua como jornalista e cientista social. Telefone: (75)98242-8000 | E-mail: [email protected]