Geddel Vieira Lima propõe um novo projeto para o Pelourinho

Pré-candidato do PMDB ao Governo do Estado, o ex-ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, alertou no seu blog para a necessidade da construção de um novo projeto de revitalização do Centro Histórico de Salvador. Ele considerou “extremamente oportuno” o artigo publicado no último domingo por Caetano Veloso, na estréia da sua coluna no jornal O Globo, em que critica o Governo Wagner pelo abandono ao Pelourinho.

“O abandono do Pelourinho revolta à todos que amam a Bahia. É um patrimônio que não é só nosso, mas de toda a humanidade. Quem tem compromisso com esta terra não pode se calar”, disse o ex-ministro.

Para Geddel, a retomada da recuperação dos casarões históricos, de forma efetiva, tem que ser prioridade, mas, além disso, é preciso que seja construída uma proposta ampla para o Centro Histórico, com soluções sociais e econômicas que permitam a sua consolidação como empreendimento histórico e turístico.

“O PMDB tem o compromisso de recuperar a estrutura física do Centro Histórico, mas precisamos muito mais. Por isso, estamos ouvindo artistas e comerciantes locais e trabalhando junto com a prefeitura de Salvador pela implantação da subprefeitura no local. Vinte anos depois seria natural que houvesse ajustes num projeto tão importante. O que não podemos aceitar é o que está acontecendo hoje”, comentou.

Geddel concorda com Caetano Veloso, que no seu texto considerou que “sentir que talvez haja desprezo pelo Pelourinho deprime”. Para o ex-ministro, a história e a cultura da Bahia têm que estar acima de qualquer questão política.

“Não é democrático e tão pouco republicano combater um adversário político destruindo o maior patrimônio de um povo. Só quem não ama a Bahia seria capaz de ter uma atitude como essa e eu compreendo a indignação de Caetano, por que é a minha indignação e a de todos que amam a Bahia”.

Ele ressalta que o fato de em quatro anos o Governo Wagner ter recuperado apenas sete casarões no Pelourinho – menos de dois a cada ano – ilustra o desinteresse pela área e acrescenta também que o Centro Histórico, com as sua ruas dominadas pelo tráfico de crack, exemplifica o caos que se tornou a segurança pública na Bahia.

“A questão é exemplar, porque mais uma vez mostra que o governador que vive alardeando que é amigo do presidente Lula, não consegue recursos para a Bahia, não consegue viabilizar a recuperação dos casarões e ações sociais decisivas no contexto social por não ter capacidade de elaborar projetos”.

O ex-ministro antecipou que o Centro Histórico de Salvador vai constar no programa de governo do PMDB, a partir de uma discussão ampla com todos os segmentos da sociedade relacionados com a questão. O objetivo é garantir a sustentabilidade de toda a área.

“Queremos um projeto no qual a ação do Estado não se limite às paredes das casas, mas com a implementação de uma estruturação que permita que todo esse patrimônio cumpra verdadeiramente a função dos centros históricos das grandes cidades do mundo, na preservação da história e tradição, que representa manter viva a memória do que somos, mas também na geração de emprego e renda para o nosso povo”.

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