Álvaro Dias: governo atual nada tem a ver com o Metrô, salvo compromissos assumidos em nome do Estado no passado”

Instalada um mês a CPI do Metrô em Salvador, montada para apurar possíveis irregularidades detectadas pelo TCU (Tribunal de Contas da União) obras com superfaturamento, mudança no trajeto do equipamento, elevado do Bonocô, além de outras malandragens, todo o processo ocorre de forma bem lenta e sem perspetiva de solução imediata com a aproximação das eleições.

A situação é tão delicada que até mesmo o prefeito João Henrique hesita em arriscar ou formular qualquer prognóstico a respeito. A CPI a exemplo dos trabalhos de construção do Metrô, que se arrasta por mais de uma década, deverá se processar no mesmo ritmo, de forma lenta em total desrespeito no trato da coisa público.

Outro fator considerado como impeditivo de que a CPI avance está relacionado com a competência constitucional. O TCU já disse que pode enviar algumas informações, mas não agregará à CPI seus técnicos.

De acordo com reportagem veiculada recentemente na imprensa baiana, os deputados Paulo Azi (DEM) e Elmar Nascimento (PR), este último autor do requerimento que deu origem à CPI, argumentam que o problema está no colo do governo. Mais precisamente no do presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT) Álvaro Gomes, o qual é um defensor destacado da base governista na Casa. Elmar afirma que Gomes faz corpo mole. E que, se ele fosse o presidente da CPI, como, aliás, deveria ser porque é o autor do requerimento, buscaria os documentos onde estivessem. Ou seja, não ficaria sentado esperando chegar.

Enquanto alguns consideram que o governo pode pagar um preço alto junto à opinião pública. Álvaro acha que não. “Até porque o governo atual nada tem a ver com o Metrô, salvo manter compromissos assumidos em nome do Estado no passado”. Se as autoridades constituidas não se responsabilizam porque o problema se arrasta por duas administrações passadas, como fica o povo baiano, o mais sacrificado com os atos de bandalheiras praticados pelos desmandos de setores que deveria exercer uma rígida vigilância na aplicação do dinheiro público. Por certo que essa situação terá repercurssões políticas.

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