Xamanismo e alta tecnologia em ópera teuto-brasileira Amazonas

Cenários computadorizados dividem o palco com o mundo mítico dos yanomami. Brasileiro Tato Taborda é um dos compositores do “teatro-música em três partes” produzido por Bienal de Munique e Instituto Goethe, entre outros.

Quantos “Amazonas” existem? Que mente é capaz de abarcar a complexidade natural, histórica, social, humana dessa paisagem? A que artifícios e metáforas é preciso apelar para compreender – e expressar, a partir do “mundo civilizado” – o que seja a realidade amazônica?

Até certo ponto, a floresta dos pais intelectuais de Amazonas – Teatro música em três partes continua sendo a do visionário Fitzcarraldo. Não por mero acaso, durante a apresentação do projeto à imprensa, no Centro de Arte e Tecnologia de Mídia (ZKM) de Karlsruhe, foram recorrentes as comparações da produção a um gigantesco barco a vapor.

Quatro anos de preparação

Difícil conceber uma lista mais ilustre de parceiros: ao lado do ZKM, o Instituto Goethe, o festival internacional de teatro-música contemporâneo Bienal de Munique, o Sesc de São Paulo, o Teatro Nacional de São Carlos em Lisboa, e a Hutukara Fundação Yanomami; além das emissoras Arte e Deutschlandradio. O patrocínio é do governo alemão, da União Europeia e do Deutsche Bank, entre outros.

A ideia de “fazer algo sobre o Amazonas” partiu, já em 2006, do diretor artístico da Bienal de Munique, Peter Ruzicka. Citando o filósofo Peter Sloterdijk, ele evoca a “dor amazônica”. O rio, explica, “representa a principal artéria e sistema nervoso central de um espaço vital biológico e cultural no qual seres humanos encontraram sentido e felicidade como parte da natureza. O paraíso de riqueza natural e suposta primordialidade despertou nos europeus que o viram o típico sentimento duplo: admiração e concupiscência, espanto e sede (de bens e poder)”.

O diretor do festival de Munique – no qual o projeto estreará, em 8 de maio de 2010 – alerta: as consequências da conquista pelos brancos “hoje desencadeiam alarme. A Amazônia é uma região nuclear para o destino global, ecológica e culturalmente”. Depois de Munique, Amazonas – Teatro música em três partes será apresentado em Rotterdam, São Paulo e Lisboa.

*Com informação do BBCBrasil

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