Vítimas de conflito na Colômbia são quase invisíveis, diz Cruz Vermelha

Órgão cita deslocamento do conflito armado de áreas densamente povoadas para regiões mais remotas; comunidades indígenas e os afrodescendentes são os mais afetados. O Comitê Internacional da Cruz Vermelha disse nesta segunda-feira que as condições das dezenas de milhares de vítimas do conflito armado na Colômbia tornaram-se quase invisíveis. O órgão citou como motivo o deslocamento do conflito de áreas densamente povoadas para regiões mais remotas, como o sul e a costa do Pacífico.

Violações

As comunidades indígenas e os afrodescendentes são os mais afetados, segundo o responsável pela Cruz Vermelha no país, Christophe Beney. Ele destacou que muitas pessoas são forçadas a fugir devido a ameaças, outros são mortos, feridos ou submetidos a violência sexual. A maioria das tragédias, de acordo com Beney, não são relatadas.

Cerca de 800 supostas violações das leis humanitárias internacionais foram registradas pela Cruz Vermelha no ano passado, incluindo quase 30 casos de homicídio, mais de 60 ataques contra civis e 84 desaparecimentos em conexão com o conflito.

Deslocados

O órgão informa que pagou em 2009 custos de transporte para 400 colombianos ameaçados de morte. Christophe Beney afirmou que o número de deslocados na Colômbia aumenta a cada ano e já chega a 3,3 milhões de pessoas, uma das taxas mais altas do mundo.

Beney disse que o órgão atua em 20 áreas do país afetadas pelo conflito. A presença de explosivos improvisados e outros dispositivos de guerra também ameaçam a segurança de povoados e pequenos agricultores.

*Com informação  da Rádio ONU em Nova York

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