O Agrobusiness no Brasil e em Santo Antonio de Jesus – SAJ

No recôncavo baiano, observa-se que o Agrobusiness ainda caminha a passos muito lentos, provavelmente por falta de investidores de qualidade ou até mesmo por não ter uma política específica de governo, elaborada para a região.

A importância sócio-econômica das agroindústrias é bastante significativa. Inevitavelmente destinada a uma posição apenas marginal na economia, essas empresas são formadas por particularidades que lhes outorgam uma vasta importância, como a competência para exportar e de motivar o aumento de empregos na zona rural.

“Agribusiness” é classificado, nos dias de hoje, como o grande negócio da economia brasileira, representando 1/3 (33,33%), do Produto Interno Bruto – PIB – 37% dos empregos, 46% dos gastos dos consumidores e mais de 60% da balança comercial brasileira.

Contudo a complexidade da atual conjuntura coíbe um crescimento maior e com mais rapidez do Agrobusinessnacional. Mesmo assim, pode-se observar que no cenário mundial ou se tratando da realidade brasileira, a cadeia agroalimentar demonstra a certeza de uma tendência ao poder e liderança entre produção e consumo, no âmbito do processamento e distribuição agroindustrial.

No recôncavo baiano, observa-se que o Agrobusinessainda caminha a passos muito lentos, provavelmente por falta de investidores de qualidade ou até mesmo por não ter uma política específica de governo, elaborada para a região.

Para falar sobre o Agrobusiness na região de Santo Antonio de Jesus, tive o prazer de entrevistar a acadêmica do curso de Administração de Empresas, 5º semestre da UNEB – Universidade do Estado da Bahia – Luana Almeida Costa, que por sinal, demonstrou ser uma pessoa muito inteligente e com domínio deste segmento.

Alberto Peixoto: Como você define o desenvolvimento do Agrobusiness em Santo Antonio de Jesus – SAJ – e região?

Luanna A. Costa: Eu entendo que, o Agrobusiness na região de SAJ vem demonstrando um dinâmico processo de desenvolvimento e expansão. Com incentivos fiscais que reorganizam as áreas municipais, e o aumento da adesão do setor produtivo com o aproveitamento da mão de obra existente, esboçando movimentos que indicam melhorias dos padrões de qualidade e aperfeiçoamento  dos setores produtivos.

A. P: Quais os pontos positivos para região?

L. C: É importante ressaltar que SAJ tem agregado valores aos produtos ofertados, o gerenciamento do órgão municipal vem perfilado a racionalização dos bens de produção e, embasados neste processo o aumento acentuado da rentabilidade financeira, geração de empregos, renda, e técnicas adequadas para a conservação dos insumos.

A. P: Quais as perspectivas para o futuro?

L. C: Sem dúvida, as perspectivas são promissoras, SAJ dispõe de produtores rurais experientes e capazes de transformar o setor do Agrobusiness em máquinas geradoras de empregos e capital financeiro para o município e região.

A. P: Este segmento reduziu a que níveis o desemprego na região?

L. C: Neste contexto, o Agrobusiness tem ofertado empregos e qualificação de mão de obra nas diversas camadas, reduzindo, acentuadamente o desemprego, gerando produtores capazes de demandar qualquer produto derivado do setor de consumo varejista e atacadista.

A. P: O que falta para que o negócio se globalize na região?

L. C: Como foi ressaltado anteriormente, equidade regional com políticas de integração dos agricultores que estão à margem deste processo de desenvolvimento e aperfeiçoamento. Visto que, houve significativas mudanças nos pontos de venda do próprio mercado interno.

A. P: O que pode ser feito, em sua opinião, para que o Agrobusiness se expanda de forma definitiva no comercio da região?

L. C: Englobar ao segmento, a associação do Centro de Abastecimento com investidores externos e internos e conseqüentemente a reestruturação da logística municipal de transporte e armazenagem dos produtos.

A. P: Para concluir, quais pontos precisam ser melhor desenvolvidos no Agrobusiness?

L. C: Destaca-se que, a divulgação do Agrobusiness para a comercialização e o ganho de mercado, a utilização do Ceasa como ponto de vendas capaz de assegurar fidelidade aos atacadistas. Equidade regional e integração dos pequenos agricultores, tecnologia voltada para a agregação de valores aos produtos elaborados, aperfeiçoamento da mão de obra existente, com cursos e treinamentos de capacitação ao alcance dos produtores.

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