Marcha por terra e vida digna promovida pelo MST, passa em Feira de Santana com cinco mil pessoas

Marcha por terra e vida digna promovida pelo MST, passa em Feira de Santana com cinco mil pessoas.

Marcha por terra e vida digna promovida pelo MST, passa em Feira de Santana com cinco mil pessoas.

Uma longa fila de cidadãos ordeiros se formava ao longo da Avenida Presidente Dutra, em Feira de Santana, dando a exata dimensão da importância social do MST (Movimento dos Sem Terra). Cuja principal luta é pela redistribuição de terras para uma parcela da população desassistida socialmente. Carentes do essencial ao homem, oportunidade de darem a si mesmos e aos seus próximos o pão de cada dia, fruto do labor digno.

Como não se identificar com aquela turba de pessoas, com caras, rostos tão brasileiros. Como não pensar que eles merecem terra, moradia, educação, saúde, segurança e oportunidade para construírem com dignidade um mundo melhor. A marcha deveria ser chamada de Marcha pela Dignidade de Vida. Dignidade que até hoje tem lhes sido negada por sucessivos governos. Seus apelos não são surdos, e pouco a pouco conquistam o coração e a mente dos homens de bem. Que ao fim de sua jornada possam encontrar o que buscam, oportunidade para viverem com dignidade.

MST ocupa sete unidades do Incra e 68 fazendas em todo país

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) já ocupam sete unidades do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e ao menos 68 fazendas de 11 estados. Nesta segunda-feira, foram ocupadas a sede nacional do instituto, em Brasília, além das superintendências do órgão em São Paulo, Rio de Janeiro, Pará, Piauí e Paraíba. A de Pernambuco está ocupada desde o último sábado.

O MST ainda contabiliza a invasão de 68 “latifúndios” localizados nos estados de Pernambuco (25), da Bahia (15), de São Paulo (11), da Paraíba (5), de Sergipe (4), de Alagoas (2), do Ceará (2), do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, de Minas Gerais e de Mato Grosso do Sul (uma em cada estado). Segundo o movimento, a maioria das áreas ocupadas já foi classificada como improdutiva pelo Incra, mas ainda não foi desapropriada e destinada à reforma agrária.

Os protestos devem continuar pelos próximos dias já que manifestantes marcham por quase todo o país.

As invasões fazem parte da Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária, que cobra do governo federal o assentamento de mais de 90 mil famílias acampadas ligadas ao MST. Segundo o movimento, o governo não vem cumprindo compromissos assumidos em agosto de 2009, como a atualização dos índices de produtividade e a garantia de recursos para a desapropriação de áreas.

“O governo assumiu em 2003 o compromisso de assentar todas as famílias acampadas. Isso é prioritário. Aí está a essência do enfrentamento ao latifúndio”, alega o MST em nota.

O movimento quer que o governo federal priorize a desapropriação de terras para assentar estas famílias, principalmente nas regiões mais conflituosas, além de garantir recursos para que as superintendências estaduais possam planejar suas próprias metas de vistoria e avaliação de imóveis e manter equipes técnicas em campo.

A jornada reivindica também a renegociação das dívidas das famílias assentadas e uma linha de crédito que atenda as especificidades das áreas de reforma agrária. O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), segundo o MST, não atende às necessidades dos assentados e criou uma geração de inadimplentes

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