Livro Turismo Étnico-Afro na Bahia é elogiado por representantes de entidades negras baianas

Representantes de entidades negras da Bahia, além de líderes do movimento afro no estado, receberam com satisfação o livro Turismo Étnico-Afro na Bahia, lançado no último dia 30 de março de 2010 pela Secretaria de Turismo do Estado (Setur) e pela Bahiatursa. “O objetivo da publicação é identificar e destacar a herança cultural de todas as etnias africanas que vieram para a Bahia e suas respectivas contribuições para o turismo baiano”, explica a superintendente de Serviços Turísticos da Setur, Cássia Magalhães.

A publicação está estruturada em 14 capítulos. Logo no primeiro capítulo, o livro destaca as características mais marcantes dos principais grupos étnicos africanos que vieram para a Bahia.

Nomes como Antônio Carlos dos Santos, o Vovô do Ilê, Alberto Pitta, presidente do Cortejo Afro, e o Ogã Rodrigo Rangel Pinto, do Terreiro Arco Verde, elogiaram a produção e disseram estar satisfeitos com o produto.

Presidente do bloco Afro Ilê Aiyê, um dos mais conhecidos e respeitados internacionalmente, Antônio Carlos dos Santos, o Vovô, destacou a importância do documento como fonte de pesquisa. “É um material muito bom, muito interessante para ser pesquisado. A Bahia está saindo na frente dessa questão do turismo étnico e esse livro deve ser socializado, até internacionalmente”, disse. Vovô disse ainda que espera pelo sucesso do livro: “Espero que o objetivo seja atingido”, completou.

Quem também deu as boas-vindas ao livro do Turismo Étnico foi o artista plástico Alberto Pitta, também presidente do Cortejo Afro. Pitta, que há 30 anos desenvolve trabalhos de pesquisas e criações artísticas com estampas afro-baianas, disse, em linhas gerais, que gostou da produção. “É claro que ainda existe muito a ser feito, mas essa foi uma iniciativa muito boa da Secretaria de Turismo, que tem que ser potencializada”, disse.

Não apenas entidades carnavalescas, mas representantes religiosos também receberam o livro. O Ogã Rodrigo Rangel Pinto, do Terreiro Arco Verde, ressaltou o interesse pelo material e destacou a importância para integração dos negros que vieram para a Bahia. “Achei muito interessante! É uma forma de projetar isso que só a Bahia tem em termos de religião. A diáspora foi grande no Brasil, mas não aconteceu somente aqui. Acho importante que haja essa integração”, afirmou.

O livro Turismo Étnico-Afro na Bahia teve projeto gráfico de Enéas Guerra, com ilustrações de J. Cunha e Goya Lopes. Com tiragem de sete mil exemplares, teve versão em português e inglês e encadernação em capa dura e flexível. A publicação foi distribuída para consulados, embaixadas e entidades representativas da cultura africana em vários países, além de operadoras e agências de viagens.

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