HOMENAGEM: Waldir Pires recebe medalha do Mérito Previdenciário Eloy Chaves

Indicação foi unânime pela comissão composta pelo Ministério, INSS e Dataprev

O ministro da Previdência Social, José Pimentel, entregou ao ex-ministro da Previdência Social, Waldir Pires, a “Medalha do Mérito Previdenciário Eloy Chaves”. A medalha é outorgada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e tem como finalidade agraciar pessoas físicas ou jurídicas, nacionais ou estrangeiras, merecedoras do reconhecimento público por terem prestado contribuições relevantes à consolidação dos regimes de previdência social no Brasil.

Waldir Pires é a primeira personalidade a receber a homenagem e a entrega foi realizada durante a cerimônia de inauguração do edifício-sede do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). “A participação nessa festa, depois de 25 anos, me traz profunda emoção. Eu amo esta casa”, declarou Waldir Pires.

A escolha de Waldir Pires se deu de forma unânime, por uma comissão composta por representantes do Ministério da Previdência Social, do INSS e da Dataprev. Coube ao ministro da Previdência Social a tarefa de propor o nome selecionado ao presidente da República. O ex-ministro foi escolhido por seu papel fundamental ao assumir o então Ministério da Previdência e Assistência Social em 1985, durante o primeiro governo após o fim da ditadura militar. “Eu guardo na minha memória e está no meu coração este período vivido na Previdência Social”, disse o ex-ministro.

Pires se recorda que a expectativa generalizada era de que a Previdência Social era inviável, se aguardava um déficit gigantesco que seria insuportável para o Tesouro Nacional. Segundo ele, era o início das pressões para desmontar a Previdência Social. “O caminho que queriam era o de acabar com a Previdência, suprimi-la, privatizá-la. Incessante era essa a tendência que se criava, muito decorrente de um início do processo que se consolidou, posteriormente, de uma visão de Estado mínimo, isto é, de um Estado irresponsável em relação à vida dos cidadãos, das crianças, dos jovens”, afirma o ex-ministro.

Ele explica que havia um planejamento inadequado, no qual se estabelecia uma previsão de receita à base de índices inflacionários muito modestos para a realidade e, em seguida, quando a inflação se realizava nos índices que estava se realizando, a despesa subia extraordinariamente, passando para a população uma ideia de déficits infinitamente maiores do que seriam se houvesse um planejamento eficaz e cuidadoso.

“Com o acompanhamento constante conseguimos aumentar a receita. Estabelecemos níveis de crescimento da arrecadação bem acima do nível médio de crescimento da receita do Ministério da Fazenda. Nós chegamos ao fim do exercício de 1985 podendo dizer à população que a Previdência não tem nada de inviável. Ela tinha que ser ajustada, mas podia ser o grande instrumento da democracia. Se o Estado democrático de direito não é solidário com os objetivos essenciais da Previdência, não há democracia consolidada”, finalizou Waldir Pires.

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