Deputado federal Geddel Vieira Lima afirma que quatro anos é suficiente para um bom governo e mantém críticas a Jaques Wagner

O pré-candidato do PMDB a governador da Bahia, deputado federal Geddel Vieira Lima, afirma que quatro anos é mais do que suficiente para fazer um bom trabalho. Criticado por ter trazido obras para o Estado, o ex-ministro da Integração Nacional garante estar preparado e se eleito fará “o melhor governo que este Estado já teve”. Em entrevista a Rádio Itaparica ontem (26/04/2010) afirmou ainda que “o que atrasa um governante é olhar para trás”, principalmente aos que tentam justificar o próprio insucesso na herança de gestões anteriores.

“Quem se candidata a um cargo desses tem que ter desde já uma clareza: não vai encontrar caminho fácil. As dificuldades estão aí, os problemas estão aí, não pedem licença, invadem as nossas vidas e você tem que encontrar os melhores caminhos. O que atrasa é ficar procurado culpado lá atrás. Quatro anos é tempo necessário e suficiente para fazer um governo digno, altivo e capaz de apresentar grande parte das soluções dos problemas daquele momento”, declarou Geddel.

Além de mostrar o que pode ser feito, o pré-candidato alfinetou o Governo do Estado por mascarar a realidade ao divulgar índices absolutos sem se referir a proporção populacional, como por exemplo o número de empregos gerados. “Vou dar um dado preocupante e aí o governo tem muita responsabilidade nisso. Se a pobreza diminuiu, a desigualdade aumentou e são coisas diferentes. A renda per capita na Bahia, a riqueza nossa dividida pelo número de pessoas subiu 6,5% em 2006, 2008. Em compensação, a renda dos 20% mais pobres cresceu somente 4% ao ano, enquanto a renda dos 40% mais ricos cresceu 6%. O que significa que houve uma concentração da desigualdade”.

O ex-ministro esclareceu o papel do Estado e apontou uma das opções que estão sendo traçadas para seu plano de governo: “É preciso priorizar o acesso de rodovias, dispor de um serviço de saúde com qualidade, descentraliza o SUS (Sistema Único de Saúde), combater a pobreza com política de transferência de renda, desenvolver as vocações regionais. Até porque o papel de distribuir renda é sobretudo do Estado, que deve ter uma participação maior e não ficar dependendo só de Governo Federal”.

O deputado destacou que as críticas que faz são direcionadas ao aparelho estatal e “nada de pessoal”. Ao comentar sobre a segurança pública, lembrou o caos instalado no Estado. “Dez por cento dos homicídios no Brasil ocorrem na Bahia, são dados da Veja. As notícias mais recentes informam assalto a banco com dinamite, um roubo de carro a cada uma hora em Salvador e Região Metropolitana. Isso sem contar na deteriorização que se encontra o sistema de segurança pública com prefeituras que não têm dinheiro para praticamente quase nada e têm que abastecer carros de polícia, manter preso em delegacia e complementar salário de policiais”.

Além da ineficiência da segurança pública, outra “agulhada” dada pelo ex-ministro no Governo do Estado foi em relação à insistente divulgação de atos “equivocados” em vias públicas. “O Governo insiste numa política equivocada. As viaturas tinham que estar dentro de uma política pública e não servindo como vai terminar servindo para chamar prefeito para entregar os carros de polícia. O que é que prefeito tem haver com isso? É para trocar apoio pela reeleição, pelo voto? Os carros têm que ser entregues à Polícia Militar e Civil”, disse Geddel.

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