Déficit em contas externas no primeiro trimestre é o maior desde 1967

Brasília – O déficit em transações correntes chegou a US$ 12,145 bilhões no primeiro trimestre deste ano, segundo informou hoje (22/04/2010) o Banco Central (BC). Esse resultado negativo, bem superior ao registrado no mesmo período de 2009 – US$ 4,938 bilhões –, é o pior da série histórica do BC, iniciada em 1947

O resultado é formado pela balança comercial (exportações e importações), a conta de rendas (remessas de lucros e dividendos e pagamentos de juros) e serviços (viagens internacionais, fretes, seguros etc.) e as transferências unilaterais correntes (registros de transferências de bens e serviços, doações recebidas ou enviadas sem contrapartida).

O déficit em transações correntes observado nos três primeiros meses do ano foi influenciado pelo saldo negativo na conta de rendas e serviços de US$ 13,823 bilhões registrado no período. No mesmo primeiro trimestre de 2009, o déficit na conta de serviços e rendas foi de US$ 8,788 bilhões.

A piora no saldo da balança comercial também contribuiu para o resultado negativo no primeiro trimestre. O superávit comercial ficou em US$ 892 milhões no período, contra US$ 2,988 bilhões registrados de janeiro a março do ano passado.

No primeiro trimestre de 2010, as transferências unilaterais correntes acumularam ingresso líquido de US$ 786 milhões, contra US$ 862 milhões registrados no mesmo período de 2009.

Somente no mês de março deste ano, o déficit em conta-corrente foi de US$ 5,067 bilhões, contra US$ 1,559 bilhão registrado no mesmo período de 2009. No mês passado, o superávit comercial foi de US$ 668 milhões e a conta de rendas e serviços ficou negativa em US$ 6,015 bilhões. As transferências unilaterais correntes apresentaram ingresso líquido de US$ 279 milhões, em março.

Além das transações correntes, os dados do balanço de pagamentos (registro de todas as transações comerciais e financeiras do Brasil com o exterior) divulgados pelo BC também registram a conta capital e financeira (empréstimos e investimentos). Quando o país tem déficit em conta- corrente, precisa financiar o resultado negativo com empréstimo ou receber investimentos do exterior.

O investimento estrangeiro direto, que vai para o setor produtivo do país, somou US$ 2,018 bilhões, em março, e US$ 5,656 bilhões, no primeiro trimestre. O investimento estrangeiro em carteira ficou em US$ 3,530 bilhões no mês passado e em US$ 8,774 bilhões nos primeiros três meses do ano.

*Com informação  da Agência Brasil

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