Danças encerra jogos indigenas em Santa Cruz de Cabrália

Neste Dia do Índio (19/10/2015), danças, concurso de beleza e muita alegria marcaram o encerramento dos Jogos Indígenas 2010, na aldeia de Coroa Vermelha, no município de Santa Cruz de Cabrália, no sul do estado.

Após as últimas partidas de futebol, cabo de guerra, luta corporal, corrida com tora, arremesso de takape e natação, os índios se despediram do 10º Campeonato Pataxó. “Todos nós recebemos medalhas. Na verdade, ela é o que menos importa. O que levamos de verdade é o orgulho da vitória que fica no coração”, afirmou o índio Tupinambá, Curimã.
Os índios mostraram que também têm paixão pelo futebol e que são bons de bola. Partidas acirradas foram disputadas, reunindo torcedores e turistas curiosos em vê-los jogar com trajes indígenas.

Houve até empate, entre pataxós e tupinambás e, nos pênaltis, a equipe tupinambá saiu vitoriosa. “Há quatro anos participo, com a equipe, dos jogos, e sempre viemos firmes de Ilhéus para buscar o primeiro lugar. A premiação pode até ser simbólica, mas, com certeza, levamos a vitória no peito, junto com a satisfação de participar desse campeonato tão importante para a afirmação da nossa cultura”, ressaltou o índio Tupinambá, da aldeia de Ilhéus, Tapiá, que fez o gol da vitória nos pênaltis.

Diversas modalidades foram disputadas em Coroa Vermelha, desde sexta-feira (16), e, além do crescimento no número de equipes participantes, uma das novidades do campeonato, foi o aumento do trajeto da corrida rústica, que esticou mais 500 metros pela praia, deixando muito índio cansado.

Apenas os mais preparados conseguiram resistir à prova e cruzar a linha de chegada, com fôlego. “Apesar de ter apenas 16 anos, me senti com 60, quando acabei a prova da corrida. Cansei bastante devido à extensão do percurso”, ressaltou a índia pataxó, Naktamanihã, que participa da competição desde criança e considera o evento de fundamental relevância para o povo indígena.

“Não podemos deixar a nossa cultura morrer. Nesses jogos conseguimos unir todas as faixas etárias e os mais novos tiveram a oportunidade de aprender muito sobre o nosso povo e se apaixonar pelo que temos e somos”, disse Naktamanihã.

Apoiados desde 2007 pelo Governo do Estado, por meio da Superintendência dos Desportos do Estado (Sudesb), que fornece todo o material esportivo, além de premiação e alimentação durante as disputas, os Jogos Indígenas vêm crescendo progressivamente, e este ano, reuniram 1.200 atletas, sendo 400 de outras aldeias.

“Para 2011 temos planos de criar mais uma competição indígena estadual, com o objetivo de dar mais um passo na afirmação da cultura indígena na Bahia”, disse o assessor técnico da Sudesb, Ney Santos, que acompanhou os jogos, em Coroa Vermelha.

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