Vejamos o que Jaques Wagner disse sobre alianças: “Para crescer na política é preciso abrir as portas do projeto político para construção de alianças”. Como a militância maior do PT esta na tendência política conhecida como Articulação, essa tendência mantém o caráter de um condomínio entre diferentes grupos em disputa por mais espaço e poder; a relação da direção com a base permanece ambígua, com desvios cupulistas; e há uma ala contra a sua configuração enquanto corrente permanente e centralizada. Além de tudo, a necessidade de manter a hegemonia no partido constitui uma força oposta ao esforço de delimitação e depuração da base política: para garantir a maioria torna-se necessário estabelecer alianças à direita no espectro partidário. “Mesmo o governador Jaques Wagner não fazendo parte da Articulação, mantém a sua Tendência, ESPERANÇA VERMELHA”, com a mesma posição da Articulação, no que diz respeito à prática de alianças. É ai que entra na sua base de apoio vários políticos, que anteriormente eram seus opositores, no caso de Feira de Santana, citamos Eliana Boaventura, Jairo Carneiro, Fernando de Fabinho e já se comenta que o próximo será Humberto Cedraz, além de vários empresários da cidade, que mantinham discretamente uma convivência de apoio com o partido Democrata. Fernando de Fabinho praticou uma ruptura com o seu partido político, deixando amigos e correligionários decepcionados, além de gerar insatisfações na militância petista, núcleo do poder político de sua próxima órbita. Não vamos analisar o motivo gerador do rompimento, mesmo porque, não foi nenhum dos anunciados, o fato que motivou a tomada de decisão, vem do último pleito eleitoral e não será devidamente explicitado. O mais significativo foi dito ontem (08/03) na Governadoria quando o governador Jaques Wagner, disse que Fernando de Fabinho não pediu nenhum cargo, o importante seria o apoio político, e ele assegurou esse apoio. O próprio deputado em entrevista afirmou desejar apoio político e condições de trabalhar pelo povo da Bahia. Presumi-se: No DEM ele não estava recebendo esse apoio e os espaços foram reduzidos. Não deixa de ser uma verdade. Portanto, para Fernando de Fabinho esse é o “motivo principal”. Ele não deixa de ter razão. Quando as pessoas se sentem ameaçadas, por qualquer motivo, em qualquer ambiente, o racional é mudar de ambiente. Fernando de Fabinho mudou. O que não sabemos é: existiram diálogos entre Fernando de Fabinho e o Democratas para que permanecesse no partido. Quais os argumentos apresentados? Foram simples pedidos para que ele não saísse do partido? O que o Dem teria a oferecer a Fernando de Fabinho que vinha trabalhando e montou uma estrutura para ser candidato a Prefeito de Feira, e o partido fez outra opção? Alguns pontos poderiam ter sido mais aprofundados, quando das negociações para indicação de Tarcízio Pimenta. Foram? Os representantes do DEM com cargo eletivo deveriam ter sido mais bem representados no poder municipal? A maior fatia, segundo informações, não ficou nem pra o executivo eleito, é verdade? Dizem que o executivo eleito respirava através de uma traqueotomia. Era o caso da música de Luiz Gonzaga, dois pra mim, um pra tu, um pra tu, dois pra mim… Essa atitude pode ter sido de excesso? Falta de análise política para o futuro, não acredito! Falta de confiança na futura administração? Projeto de executivo para apenas quatro anos? Centralização de liderança visando manter e ampliar uma única liderança? Na verdade existe um universo de probabilidades, inúmeras suposições, qual a verdadeira, não sei. Cada um faça a sua avaliação. Os políticos mais experientes também negligenciam, erram nas avaliações e análises das conjunturas políticas, no caso do DEM, em Feira de Santana, esses fatos se desocultam.