Ex-ministra Dilma Rousseff diz que carrega marca do governo do presidente Lula e vai se dedicar a palestras e eventos privados até julho de 2010

Dilma Roussef, pré-candidata do PT à Presidência da República.

Dilma Roussef, pré-candidata do PT à Presidência da República.

Na primeira entrevista após deixar a Casa Civil, a ex-ministra e pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, afirmou que não vai fugir de debates políticos durante a campanha eleitoral e que não pretende se desvencilhar do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Não há a menor dúvida de que um processo de escolha presidencial é um processo em que o debate tem um papel fundamental. Ninguém vai se esconder de debate. Agora, é muito complicado eu responder sobre falaram, falaram, falta o sujeito do verbo”, disse em resposta à pergunta de jornalistas.

A ministra disse que participar do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva marcou sua trajetória e que não vai se desvencilhar dele. Segundo Dilma, uma parte do governo sai com ela.

“Não pretendo me desvencilhar do governo do presidente Lula. Participar dele para mim foi um momento muito importante na minha biografia. Participei em todos os momentos desde 2005 como chefe da Casa Civil. Uma parte do governo do presidente Lula sai comigo, não pretendo escondê-lo e, pelo contrário, me orgulho muito dele”, afirmou.

Dilma vai se dedicar a palestras e eventos privados até julho, diz presidente do PT

O presidente do PT, José Eduardo Dutra, disse hoje (31/04/2010) que a ex-ministra Dilma Roussef vai se dedicar a palestras, viagens, almoços com intelectuais, artistas e esportistas, plenárias com partidos da base aliada e visitas a colaboradores até o momento que a campanha presidencial começar. Dilma saiu da Casa Civil da Presidência da República hoje (31), junto com outros nove ministros.

Nesses compromissos, segundo Dutra, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará presente apenas nos fins de semana e nos eventos noturnos. “Ele vai participar de eventos com a ministra Dilma fora do horário de expediente. O presidente Lula é militante do PT, é o nosso maior cabo eleitoral e nós não podemos prescindir dele neste momento”, explicou, após cerimônia em que os ministros se desligaram do governo.

Até julho, a Justiça Eleitoral não permite que os candidatos façam comícios, programas televisivos e panfletagem. “Nós temos um cenário de limbo em que todo mundo já sabe que a pessoa é candidata, mas não pode fazer campanha”, disse Dutra.

Segundo ele, não há o receio de que, ao sair Casa Civil, a ex-ministra tenha uma piora de desempenhos nas pesquisas eleitorais. “As pesquisas com essa antecedência têm um significado de orientação para a campanha, mas do ponto de vista objetivo da intenção de voto ainda é uma coisa muito fluida”, disse. “Hoje, quem pensa 24 horas em eleição somos nós, políticos, e vocês, jornalistas. O conjunto da população ainda não está preocupado com isso.”

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