Encontro discutiu os rumos do Hotel da Bahia

Representantes do governo estadual e do Grupo Aerus participaram, na manhã desta quarta-feira (03/03/2010), na sede da Secretaria de Turismo do Estado de uma reunião para definir os rumos do Hotel da Bahia. A intenção é que as atividades do equipamento sejam retomadas ainda este ano. O encontro contou com a presença do secretário Domingos Leonelli, do presidente da Desenbahia, Luiz Alberto Petitinga e de Albiérgio Barros, representante do Grupo Aerus.

Após a reunião, Leonelli explicou tem colocado o governador Jaques Wagner a par de toda a situação e que. “Levamos os dirigentes da Rede Tropical à presidência do Desenbahia, que disponibilizou, inclusive, recursos para que eles mantivessem a operação, renovassem o equipamento e até participassem do leilão, adquirindo o equipamento”, informou.

Ao reforçar o intuito do governo de manter a atividade hoteleira do equipamento, o secretário de Turismo também enumerou as principais condições para a obtenção de apoio financeiro do Estado ao grupo que se interessar na aquisição do imóvel e operação do empreendimento. “Uma, que seja o mais rápido possível, para diminuir o tempo em que o hotel ficará sem atividade. O segundo é que seja condicionada a participação neste leilão a empresas hoteleiras, com o compromisso de manter o Hotel da Bahia funcionando e a terceira, a inclusão no leilão de uma da possibilidade do Estado da Bahia ofertar financiamento para a reforma do hotel, por meio do Desembahia”.

Leonelli explicou ainda que a Aerus vai atender ao pedido da Tropical para manter no hotel os utensílios dos equipamentos mobiliários durante um determinado tempo, para que o eventual adquirente do hotel, vencedor do leilão, decida se quer ficar com todos ou com parte desse material. “Ou seja, o hotel não será desmontado”, afirmou.

De acordo com o presidente da Agência de Fomento do Estado (Desenbahia), Luiz Alberto Petitinga, os recursos disponíveis para a recuperação das instalações do Hotel da Bahia chegam a R$ 15 milhões e juros que variam de 4% a 10% aa.

Após a desocupação, segundo Albiérgio Barros, representante do Grupo Aerus, o passo seguinte é o leilão do prédio. O executivo afirmou ainda que empresários ligados ao segmento hoteleiro já manifestaram interesse no leilão.

Um destes interessados seria a operadora de turismo CVC, que enviou um representante a Salvador nesta quarta-feira para tratar do assunto. Balthazar Saldanha esteve com Leonelli na Setur e, segundo o secretário, o executivo afirmou que caso o equipamento fosse adquirido pelo grupo, gostaria de transformar o Hotel da Bahia numa espécie de Copacabana Palace. “Foi a expressão que ele usou, pois acha que a vocação daquele hotel é ser um estabelecimento de alto nível por conta da localização que tem e pelas tradições que possui”.

Novos investimentos – O cento de Salvador deve abrigar dois novos empreendimentos hoteleiros nos próximos dois anos. Na região do Comércio, será implantado o Hotel Hilton, cujos investimentos são de US$ 25 milhões e na Praça Castro Alves o Hotel Fasano, cujos aportes financeiros chegam a US$ 6,5 milhões.

Nos últimos três anos, os aportes financeiros previstos para a implantação de hotéis na Bahia saiu de US$ 2,2 bilhões para US$ 5,8 bilhões, num crescimento de mais de 150%.

No período de 2007 até o fim de 2009 foram inaugurados nove empreendimentos hoteleiros na Bahia, sendo seis em Salvador. Os investimentos totais foram de US$ 160 milhões neste três período, com a geração de 1,5 mil empregos diretos.

Os investimentos hoteleiros previstos para os próximos sete anos em Salvador e região da Baía de Todos-os-Santos são da ordem de US$ 917 milhões.

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