Título de Cidadão de Salvador para o artista plástico César Romero | Por Ligia Motta

Título de Cidadão de Salvador para o artista plástico César Romero.

Título de Cidadão de Salvador para o artista plástico César Romero.

No dia 9 de dezembro de 2009, quarta-feira, às 19h, no Centro Cultural da Câmara Municipal, o artista plástico e crítico de arte César Romero recebe o título de Cidadão da Cidade do Salvador pela Câmara Municipal, numa iniciativa do vereador Alfredo Mangueira. Primeiro artista plástico baiano a receber essa homenagem, César Romero, que também é fotógrafo, médico e psicoterapeuta, participou de mais de 400 coletivas e 37 individuais no Brasil. No exterior teve 50 coletivas e 7 individuas. Possui trabalhos no acervo de mais de 40 museus brasileiros, 35 prêmios de pintura, 4 de fotografia, além disso, ganhou por duas vezes – 2002 e 2007 – o Prêmio Mário Pedrosa, a maior premiação nacional para artista plástico, concedido pela Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA). Em 2004 recebeu o Prêmio Gonzaga Duque (crítico de arte por atuação no ano) da mesma ABCA.

Aos 59 anos de idade, César Romero tem 42 anos dedicados às artes plásticas. O homenageado, que aprendeu a pintar sozinho, nasceu em Feira de Santana e aos 16 anos mudou-se para a capital baiana. “Aprendi a pintar no ensaio e erro, e minha busca sempre foi transmutar a Bahia em linha, forma e cor. Se eu não morasse nessa cidade, minha pintura não seria essa”, afirma.

Unanimidade

Segundo o vereador Alfredo Mangueira, homenagear César Romero é homenagear a Bahia: “A arte de César Romero tem permitido levar e elevar a cultura de Salvador e da Bahia ao mundo todo. Só isso já justifica a outorga, que foi aprovada por unanimidade pelos 41 vereadores. Nossa cidade é grata aos que a adotam com tanto amor e zelo, como é o caso do nosso homenageado. Faltava esse gesto para tornar oficial esse vínculo com Salvador, tornando-o filho da terra”.

Remanescente da Geração 70 das artes plásticas na Bahia, com a responsabilidade de consolidar o movimento modernista baiano dos anos 40, César Romero vive a pintura em toda a sua acepção, surgida da sua intimidade e vivência com a comunidade baiana. A cerâmica popular, as feiras livres, as festas de largo, o barroquismo, a sensualidade, o mar, o colorido da cidade, as colchas de retalho, e, sobretudo o elemento afro, estão presentes em todo o trabalho do artista. De Feira de Santana, trouxe lembranças da caatinga, do sertão,  do Museu Regional e sua essência do campo.

“Faço arte erudita com matriz popular”, revela.

Trâmite nacional e internacional

Para o crítico de arte, José Roberto Teixeira Leite (SP), membro da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA) “César Romero teve a felicidade de se projetar relativamente cedo para além das fronteiras da Bahia, através de exposição em São Paulo, Rio, existindo hoje a seu respeito toda uma importante bibliografia crítica.” São 103 textos críticos sobre sua obra, escritos por especialistas. O artista tem trâmite nacional e internacional expondo nas mais diversas regiões do Brasil e em inúmeros países.

César Romero foi admitido, em 1980, como crítico de arte pela Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA) com sede em São Paulo, por avaliação de trabalhos teóricos, através das indicações dos críticos e escritores Walmir Ayala e José Roberto Teixeira Leite. Ano seguinte foi admitido na Association Internationale Des Critiques D´Art (AICA)- Ong reconhecida pela Unesco com sede em Paris – França. Publicou cerca de 800 artigos sobre artes plásticas e cerca de 200 textos de apresentações em catálogos.

Em 2006 publicou dois livros: Bahia – Negras Raízes, sobre 4 interpretações escultóricas dos artistas Rubem Valentim, Agnaldo dos Santos, Mestre Didi e Juarez Paraíso. Também Carl Brusell – Um Artista da Forma e da Cor quando analisou o processo criativo e a obra do artista baiano nascido em 1915.

Durante a cerimônia de entrega do título de Cidadão da Cidade do Salvador, será exibido um vídeo sobre a vida e trajetória de César Romero. Os convidados também vão poder conferir a arte do homenageado bem de perto, através de um painel 15X1, onde a técnica acrílica sobre tela dá vida ao tema “Faixa Emblemática”, uma síntese dos elementos da cultura popular. Um coquetel será servido aos convidados após o fim da cerimônia. Estaremos lá para parabenizar este feirense de trajetória artística brilhante e que muito orgulha seus conterrâneos.

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