Aprendi que… | Por Roque do Carmo Amorim Neto

Cada experiência deve ser vivida com toda a intensidade possível porque um dia ela passa, como também nós e as pessoas que nos amam e as que nos odeiam também passarão. O único problema de viver com intensidade alguma experiência é que a ela nos apegamos e sofremos quando a vemos desaparecer como o sol que se põe.

As pessoas sempre podem nos surpreender e que isto acontece especialmente quando delas esperamos o que elas não podem ou não querem nos oferecer. Todos falhamos, mas a falha das pessoas amadas sempre nos parecerão mais amargas do que realmente são.

Algumas pessoas preferem encerrar um relacionamento promissor a mudar um comportamento autodestrutivo. Para algumas pessoas ser amado ou amada é um desejo, mas também um peso quase insuportável. Elas buscam o amor e quando o encontram preferem voltar ao estágio anterior, e permanecer na eterna busca.

Um relacionamento não se sustenta quando apenas uma pessoa tem interesse. Não há nada pior do que ser “amado” por favor ou por falta de opção… Sem falar que isto durará apenas até o primeiro vento soprar e os olhos da pessoa que está com você serem atraídos para outra direção.

Nenhum relacionamento duradouro pode ser construído tendo a mentira ou os segredos escondidos como alicerce. Uma hora, quando você acreditar que sua vida não pode ser melhor, você inesperadamente notará rachaduras nas paredes do seu relacionamento.

Não adianta violar sua consciência, seus valores, apenas para se sentir amado por alguém. O que é aparentemente doce no início sutilmente se transformará em amargo e você se sentirá traído por você mesmo, e lesado pelo outro.

Quando se acaba um relacionamento não adianta sair correndo desesperadamente atrás de outro. A única coisa que você conseguirá será assustar as pessoas que a princípio possam se interessar por você.

Juras de amor ditas na madrugada simplesmente podem perder o valor quando os primeiros raios de sol despontam no horizonte e você está de mau humor porque não conseguiu descansar adequadamente.

Duas pessoas feridas pela solidão não amarão uma a outra porque amor é, antes de tudo, doação.

Paixões arrebatadoras podem se transformar em raiva e depois em indiferença…

E também aprendi que a vida não precisa ser regada de sofrimento. Ela pode ser feliz, mas só aprendemos isto depois que já derramamos muitas lágrimas… É que esta aprendizagem acontece com o tempo, se o coração estiver aberto para acolher as dores e as muitas alegrias para atribuir a elas um sentido redentor.

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