Mortes na Rodovia BR 324. De quem é a culpa?

Acidente da Rodovia BR 324, trecho Salvador - Feira de Santana.

Acidente da Rodovia BR 324, trecho Salvador – Feira de Santana.

Fico a me perguntar até quando o cidadão brasileiro continuará a ser tratado como um indivíduo desprovido de consciência política. A carga tributária deste páis é uma das mais elevadas do mundo (cerca de 37% do PIB), quando computados os impostos indiretos – planos de saúde, segurança em condomínios, altas taxas de manutenção e seguro de veículos, seguros residenciais e comerciais e educação privada, chega-se a aproximadamente 60% do PIB pagos em serviços que o Estado Brasileiro (União, Estado e Município) levam para os seus cofres. Além dos serviços que pagamos porque este mesmo estado não cumpre com a sua parte.

Explicar a penúria do estado/governo brasileiro no tocante aos seus serviços é um discurso por demais conhecido. O fato grave é que nós, trabalhadores, passamos sete meses pagando esta conta. No restante do ano, o que sobra, é para o pagamento de alimentos, vestuário e etc. Somos os campeões mundiais em pagamento de tributos/serviços públicos privados. Ganhamos de qualquer povo europeu. Somos os melhores, pagamos as contas e morremos nas rodovias, nos hospitais e para a violência urbana, resultado direto da falta de educação.

Lula e Wagner, ambos do PT (Partido dos Trabalhadores), jogaram a toalha, seus gestos comprovam a incompetência do governo em devolver para a sociedade os impostos arrecadados. Isto pode ser provado com a cobrança de pedágios nas rodovias baianas. A estratégia foi a mais sórdida, imagino o que pensaram “vamos deixar que o povo morra nas estradas, que destruam seus carros, que paguem caro pela manutenção a cada viagem que fizerem. Então, quando estiverem cansados, vamos propor um pedágio barato, pouco mais de R$ 1. Eles vão adorar!”, acredito que este foi o pensamento da dupla de políticos.

Eles estão certos, são incompetentes, não sabem gerir o nosso tão suado e sacrificado dinheiro (a cada R$ 100 de combustíveis R$ 55 é imposto). Então por que não pagam às empresas privadas, com recursos da união e do governo da Bahia por cada carro que transita nas rodovias? A resposta é simples: Somos um povo sem consciência política, sem noção de cidadania.

As fotos não mentem

Cansado de viajar à Salvador e testemunhar, quase que diariamente os acidentes que ocorrem na rodovia federal BR 324 (trecho Feira/Salvador/Feira), passei a registrar fotograficamente os acidentes.

Falar do péssimo estado de conservação desta rodovia “é chover no molhado”, prefiro falar do sentimento de dor, tristeza, melancolia, abatimento, desespero, desrespeito, indignação, ódio, raiva, rancor e impotência que me afligia, todas às vezes em que presenciava as mortes e os acidentes.

No meu peito resta um grito, nos respeitem! Na minha mão resta o voto, que negarei a ambos, pelas mortes que permitiram que ocorresse ao longo desta rodovia. Chega, basta, prefiro permitir que outros tentem fazer melhor, mesmo que piorem, do que permitir que todas as vidas e as parcas economias dos brasileiros, que silenciosamente ajudam a construir este país, caiam no esquecimento.

De quem é a culpa?

É de todos nós.

Da elite política, que esquece o seu dever pátrio, seu compromisso humanista e ideológico, seu compromisso com a correta e eficiente aplicação dos tributos que recebem.

Da elite intelectual, que não se posiciona criticamente.

Da elite econômica, que não tem um compromisso com a construção de uma sociedade justa e próspera.

De nós, povo brasileiro, que ignoramos o fato de sermos os verdadeiros agentes transformadores da sociedade.

Para finalizar, um último pensamento

Peço um minuto de silêncio, que elevem os seus pensamentos às pessoas que morreram em nossas estradas, hospitais e nas ruas (pela violência urbana) e pensem: o que posso fazer para mudar o meu país?

Fico a me perguntar até quando o cidadão brasileiro continuará a ser tratado como um indivíduo desprovido de consciência política. A carga tributária deste páis é uma das mais elevadas do mundo (cerca de 37% do PIB), quando computados os impostos indiretos – planos de saúde, segurança em condomínios, altas taxas de manutenção e seguro de veículos, seguros residenciais e comerciais e educação privada, chega-se a aproximadamente 60% do PIB pagos em serviços que o Estado Brasileiro (União, Estado e Município) levam para os seus cofres. Além dos serviços que pagamos porque este mesmo estado não cumpre com a sua parte.

Explicar a penúria do estado/governo brasileiro no tocante aos seus serviços é um discurso por demais conhecido. O fato grave é que nós, trabalhadores, passamos sete meses pagando esta conta. No restante do ano, o que sobra, é para o pagamento de alimentos, vestuário e etc. Somos os campeões mundiais em pagamento de tributos/serviços públicos privados. Ganhamos de qualquer povo europeu. Somos os melhores, pagamos as contas e morremos nas rodovias, nos hospitais e para a violência urbana, resultado direto da falta de educação.

Lula e Wagner, ambos do PT (Partido dos Trabalhadores), jogaram a toalha, seus gestos comprovam a incompetência do governo em devolver para a sociedade os impostos arrecadados. Isto pode ser provado com a cobrança de pedágios nas rodovias baianas. A estratégia foi a mais sórdida, imagino o que pensaram “vamos deixar que o povo morra nas estradas, que destruam seus carros, que paguem caro pela manutenção a cada viagem que fizerem. Então, quando estiverem cansados, vamos propor um pedágio barato, pouco mais de R$ 1. Eles vão adorar!”, acredito que este foi o pensamento da dupla de políticos.

Eles estão certos, são incompetentes, não sabem gerir o nosso tão suado e sacrificado dinheiro (a cada R$ 100 de combustíveis R$ 55 é imposto). Então por que não pagam às empresas privadas, com recursos da união e do governo da Bahia por cada carro que transita nas rodovias? A resposta é simples: Somos um povo sem consciência política, sem noção de cidadania.

As fotos não mentem

Cansado de viajar à Salvador e testemunhar, quase que diariamente os acidentes que ocorrem na rodovia federal BR 324 (trecho Feira/Salvador/Feira), passei a registrar fotograficamente os acidentes.

Falar do péssimo estado de conservação desta rodovia “é chover no molhado”, prefiro falar do sentimento de dor, tristeza, melancolia, abatimento, desespero, desrespeito, indignação, ódio, raiva, rancor e impotência que me afligia, todas às vezes em que presenciava as mortes e os acidentes.

No meu peito resta um grito, nos respeitem! Na minha mão resta o voto, que negarei a ambos, pelas mortes que permitiram que ocorresse ao longo desta rodovia. Chega, basta, prefiro permitir que outros tentem fazer melhor, mesmo que piorem, do que permitir que todas as vidas e as parcas economias dos brasileiros, que silenciosamente ajudam a construir este país, caiam no esquecimento.

De quem é a culpa?

É de todos nós.

Da elite política, que esquece o seu dever pátrio, seu compromisso humanista e ideológico, seu compromisso com a correta e eficiente aplicação dos tributos que recebem.

Da elite intelectual, que não se posiciona criticamente.

Da elite econômica, que não tem um compromisso com a construção de uma sociedade justa e próspera.

De nós, povo brasileiro, que ignoramos o fato de sermos os verdadeiros agentes transformadores da sociedade.

Para finalizar, um último pensamento

Peço um minuto de silêncio, que elevem os seus pensamentos às pessoas que morreram em nossas estradas, hospitais e nas ruas (pela violência urbana) e pensem: o que posso fazer para mudar o meu país?

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Sobre o autor

Carlos Augusto
Carlos Augusto Oliveira da Silva (Carlos Augusto) é Mestre em Ciências Sociais, na área de concentração da cultura, desigualdades e desenvolvimento, através do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPGCS), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e Bacharel em Comunicação Social com Habilitação em Jornalismo pela Faculdade de Ensino Superior da Cidade de Feira de Santana (FAESF/UNEF). Atua como jornalista e cientista social. Telefone: (75)98242-8000 | E-mail: [email protected]