Aflições? Medos? Até quando? | Por Cleide Lima

Como já é notável, a sociedade vive em pânico. Medo de ser assaltado, medo da crise mundial,de chegar a sua casa, medo do pit bull do vizinho, da professora da escola, do colega de trabalho mal encarado, medo da chuva, dos raios Ultra Violeta, da queda de cabelo, de casar, de ficar para titia, medo do homem bomba, e o pior é que ele pode estar fantasiado de Papai Noel… O homem moderno tem medo de sair de casa e, às vezes, medo de estar dentro de casa.

A que ponto chegamos! Culpam as autoridades, as religiões e a família! Mas de quem é a culpa, pelo mundo estar em um nível crítico de falta de amor e respeito? Sim, falta de amor: pelo próximo, pela vida, pela natureza e por si mesmo; falta de respeito: pelo seu semelhante, pela família, pela condição financeira de outras pessoas, respeito pelos mais velhos, mais sábios e, principalmente, o respeito próprio.

Para que nos sintamos mais tranqüilos, dentro de tanta insegurança, existem as seguradoras que amam nossa falta de segurança. Seguro do carro, de moto, do dente, da bunda, de vida, do cachorro premiado, da casa, da empresa… Vemo-nos rodeados de contas a pagar, e de contas que precisamos adquirir para que no futuro, que pode não ser tão longe, não fiquemos sem os bens que com suor conquistamos. Ah, deve ter até seguro da sua conta corrente, para que o banco não leve (mais) todo seu dinheiro embora…

A humanidade já não sabe o que fazer para viver com tranqüilidade e dignidade. Pagamos tantos impostos. Todos os serviços públicos são caóticos. Então, temos uma vida ”extra- ordinária”: precisamos pagar pela segurança extra, saúde extra, educação particular, transporte… E que Deus nos acuda!

Só Deus mesmo para nos proteger! E acho que é por isso que tantas pessoas hoje procuram as religiões, para adquirirem mais fé! Fé de que tudo um dia dará certo, fé de que tem a proteção devida para si e os seus, fé de que o dia de amanhã será melhor, porque Deus assim o quer.

As nossas crianças já crescem tão inseguras, que dá pena de ver! Como irão encarar o mundo com tantos medos, fobias e restrições no convívio social? Como estarão as relações quando forem adultas? Lembro de quando era criança, que na oração antes de deitar para dormir se pedia saúde e paz para toda a família, e hoje oramos com nossos filhos pedindo: “papai do céu, proteja a mamãe, o papai, toda a minha família, para que nada de violento aconteça a eles, e nem a mim também, Amém!”.

Será que estamos nos tornando terra de ninguém, onde é praticado o “eu quero, eu tenho”? O “ladrão” quer nosso carro, vem e rouba. Quer nossa bolsa, vem e rouba. Não dá valor a nada, nem a ninguém, vem e tira nossa vida…

Só pedindo: “São Jorge, por favor, me empreste o dragão” porque a espada não dá mais jeito não! E fogo na cara do ladrão!

Agora, você me dá licença, que eu vou à capela acender umas velas!

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