Nem Freud explica…

Fico imaginando, ainda vivo fosse Sigmund Freud, médico neurologista, tido como “pai da psicanálise”, que ganhou a famosa afirmativa: “Freud explica”. Fruto do seu incansável trabalho e de suas teorias sobre a mente e a conduta humana, se teria ele realmente capacidade de explicar atualmente determinados comportamentos, às vezes de pessoas ilustres; outras, nem tanto, porém, seres humanos, semelhantes (quase iguais).

Dão-nos notícias, bem atuais, de que Ronaldo “fenômeno”, como é conhecido e divulgado pela mídia, respeitado por todos como grande revelação do futebol mundial e pelo seu comportamento exemplar até então, mostrou dramaticamente o seu outro lado espalhafatoso. Se fosse há dez anos atrás, diríamos que era a efervescência da juventude, a falta de juízo, e que a fama e o dinheiro tinham lhe subido à cabeça. Entretanto, essa fase já passou. Os grandes compromissos, a convivência em sociedade de alto nível, a fama, o respeito, a idade. Tudo isso, imaginava-se, seria freio para determinado tipo de comportamento. Ledo engano.

O “fenômeno” envolveu-se num estrondoso e dramático caso com travestis. Nada contra a opção das partes. Mas, três? Para quem está contundido…
Da mesma forma, o país inteiro foi tomado pela comoção com a morte brutal da menina Isabella, de apenas 5 anos, esganada e, logo após, arremessada do sexto andar do edifício onde morava seu pai e a sua madrasta, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. Digo morava, por que ali certamente não mais habitarão, pois, indiciados pelo crime, estão presos por ordem judicial à espera de julgamento. Como todos os indícios são contra o casal, certamente serão condenados.

Não menos absurda e infeliz foi a declaração do professor Antônio Natalino, então coordenador do curso de medicina da Ufba, ante o mau desempenho dos seus alunos em exame do Ministério da Educação, quando taxou o Baiano de burro, ignorando, a também afirmativa popular: “Baiano burro, garanto que nasce morto”. Esta, retirada da letra de composição do ilustre Baiano Waldeck Artur de Azevedo, o Gordurinha, grande compositor, nascido em Salvador, em 10 de agosto de 1922, EX-ACADÊMICO DE MEDICINA, pois, cursou até o segundo ano, e daí para o meio artístico compôs: “Vendedor de caranguejo”; “Pedido a Padre Cícero”; “Súplica Cearense”; “Orora Analfabeta”; “Baianada”; “Baiano não é Palhaço”; “O Problema é Seu”; e “Baiano Burro Nasce Morto” (“O pau que nasce torto, não tem jeito morre torto/Baiano burro, garanto que nasce morto”). Este sim, fez a defesa do Baiano, elevando o nome da Bahia, enquanto o primeiro…

Por fim, mais intrigante de todos os comportamentos, deu-se com o conterrâneo do nosso querido Freud, o austríaco Josef Fritzl, que estuprou a filha Elizabeth Fritzl, ainda aos 11 anos, e aos 18 anos impôs-lhe uma clausura de 24 anos, no porão de sua própria casa, com quem gerou 7 filhos incestos, tornando-se pai-avô dos seus netos-filhos, dos quais, três dos filhos-netos, irmãos-tios-sobrinhos, tiveram mais sorte e foram resgatados para a parte de cima do casarão, onde eram criados pelo seu pai-avô e pela avó-madrasta. Menos sorte teve os outros filhos-netos, um dos quais morreu e foi incinerado pelo seu pai-avô, para o desespero da filha-mãe-irmã; enquanto os outros três filhos-irmãos-sobrinhos-tios-netos continuaram com a sua mãe-irmã. Ou seja, nem Freud explica.

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