Fernando de Fabinho elogia oposição por modificar MP que proíbe venda de bebidas em BRs

A Medida Provisória 415/08 que proíbe a venda de bebidas alcoólicas em rodovias federais, editada pelo Governo Federal em 21 de janeiro deste ano, foi derrotada já em sua edição. Conseqüentemente, o Governo teve de negociar com os representantes dos comerciantes em todo Brasil, e com a oposição, que nunca concordou com a MP 415 e por isso entrou com representação na Justiça para que a medida não prejudicasse empresários e trabalhadores, que não podem abrir mão da venda desses produtos, que garantem emprego e renda em bares e restaurantes que margeiam as rodovias federais.

Para o deputado Fernando de Fabinho, a aprovação pelo plenário da Câmara do projeto de lei de conversão à MP 415 demonstra, claramente, que o Governo Federal não está sintonizado com os interesses de milhares de empresário e trabalhadores. “O Presidente Lula está mal assessorado, pois, desde que a MP 415 foi editada já se sabia que a reação seria forte. Não tem sentido punir os proprietários de bares e restaurantes e não punir o motorista, que, irresponsável, bebe antes de dirigir ou até mesmo durante o trajeto de seu carro.” Afirmou o deputado.

“O Brasil tem imensa dificuldade para punir. Ora bolas, se o cara quer beber e depois dirigir, que pague pelos seus atos e ações, se causar acidentes e até mortes. Está na hora de o cidadão, o motorista, entender que direção e bebida não se misturam. Somos campeões mundiais em acidentes de trânsito, com cerca de 30 mil mortes por ano, o que é um lamentável absurdo, porque os números de acidentados e de mortos são maiores do que muitas guerras, o que nos deixa em uma situação de vergonha perante a comunidade internacional e principalmente no que diz respeito à nossa própria população” — lamenta Fernando de Fabinho.

O deputado informou que o projeto de conversão à MP 415 restabelece a verdade dos fatos e favorece a economia e o trabalho. O político disse ainda que a proibição da venda de bebidas alcoólicas continua a valer em áreas não-urbanas e atinge a faixa de domínio, que é o trecho que margeia a rodovia em ambos os lados, além de incluir também os acessos diretos às rodovias.

Por sua vez, em áreas urbanas, bebidas alcoólicas poderão ser vendidas. As pessoas poderão carregar bebidas dentro do carro e não-somente dentro do bagageiro, como queriam os aliados do Governo. Segundo Fernando de Fabinho, o que importa é que o motorista não beba e, se o fizer, que seja punido severamente. O parlamentar considera que as leis têm de ser efetivadas e cumpridas, para que pessoas irresponsáveis sejam punidas, por meio de multas, cassação de carteiras, perda do automóvel e até mesmo com prisão, conforme a gravidade do acidente.

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