Brasil cai para 59º em ranking global de internet

Na edição 2007-2008 do Global Information Technology Report (Relatório Global de Tecnologias da Informação, em tradução livre), o Brasil aparece na 59ª posição do chamado Networked Readiness Index, um índice que busca refletir o estágio de desenvolvimento e uso de tecnologias da informação em cada país.

No ano passado, o Brasil estava na 53ª posição. No entanto, a mais recente edição do estudo incluiu mais países – 127 contra 122 investigados na edição anterior. Se apenas os 122 países fossem levados em conta, o Brasil ficaria no 56º lugar.

O Networked Readiness Index leva em conta fatores como condições do mercado, regulamentação e infra-estrutura, além da possibilidade de uso e utilização real da internet por parte de indivíduos, empresas e governos.

Segundo o relatório, o fato de o Brasil ter caído de posição não reflete necessariamente uma queda acentuada no desempenho do país, mas muito mais fato de que outros países progrediram mais rapidamente.

O estudo afirma que, apesar de ter apresentado um progresso significativo em termos de uso de tecnologias da informação por parte de empresas e departamentos governamentais, problemas como excesso de regulamentação, baixa qualidade no sistema de ensino e baixos níveis de investimento em pesquisa prejudicam o desempenho do Brasil.

Nas cinco primeiras posições aparecem Dinamarca, Suécia, Suíça, Estados Unidos e Cingapura.

Tendências

O Global Information Technology Report é realizado pela Insead, uma universidade de negócios francesa, a pedido do Fórum Econômico Mundial, e vem sendo publicado anualmente desde 2001.

O estudo faz um panorama dos desempenhos de regiões e países no âmbito da tecnologia da informação.

A situação na América Latina é menos positiva quando comparada à verificada no ano passado, quando uma tendência geral de melhora no ranking foi observada.

A Dinamarca aparece na primeira posição pelo segundo ano consecutivo. Cinco dos dez primeiros lugares são ocupados pelos países nórdicos (Dinamarca, Suécia, Noruega, Finlândia e Islândia).

A Coréia do Sul apresentou uma das mais significantes melhoras, galgando dez posições para ocupar o 9º lugar no ranking.

A China também subiu cinco posições e passou a ocupar o 57º lugar.

O estudo também faz uma análise de tendências verificadas desde que o relatório começou a ser realizado e destaca que, entre os BRIC, China, Índia e Rússia apresentaram progressos significativos nos últimos sete anos – sem citar o Brasil.

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