Vivendo as Diferenças

Estamos vivendo o terceiro milênio onde o avanço tecnológico tem sido uma constante. Neste mundo “globalizado” já derrubamos fronteiras intransponíveis, estamos ligados em todos os acontecimentos em tempo real, cada vez mais descobrimos coisas novas entre o céu e a terra e a cada dia que passa nos afastamos mais e mais de nossos pares, sejam homens ou mulheres. Nossa intolerância para o diferente está cada vez mais presente nas relações sejam de trabalho ou afetivas. As Organizações que já acordaram para a questão fazem programas que estimulam a diversidade, acreditando que a soma dos diferentes é muito maior que a facilidade dos iguais, mas, mesmo assim, encontramos obstáculos que aparecem sutilmente travestidos no dia-a-dia, como falta de desempenho profissional, baixa produtividade, dificuldade de trabalhar em equipe.

Acredito que é sempre muito bom conviver com as diferenças. Se tivermos de fazer um apanhado de tudo que realizamos, vamos perceber que sempre temos que estar interagindo com a vontade das pessoas, dos gostos, dos credos e crenças, no trabalho, em casa, com filhos, amigos, até mesmo com quem não nos relacionamos e, de certa forma, acabamos sendo influenciados por alguma atitude.

A verdade é que, particularmente, gosto muito da diferença, ela engrandece: se não for boa, aprendemos com ela que nos ensina a não fazermos igual e sim da melhor maneira, seja para nós ou para o nosso próximo, sendo essa diferença positiva, a gente também aprende, ninguém pensa igual. Acho que por si só as diferenças já começam por aí.

Na verdade ser diferente é que é legal… Cria a curiosidade, instiga a mente das pessoas para o novo – mania que todo mundo tem medo – faz com que a gente pegue carona no desconhecido e experimente novos aprendizados, maneiras melhores de fazer e ser, como seres humanos, profissionais, amigos, pais, filhos e colegas de trabalho, além dos amigos distantes e próximos.

O fato é que não precisamos aceitar tudo que é diferente, mas sim aceitar a conviver com ele e com as distintas maneiras de ser e de pensar das pessoas. É isso que nos enriquece como entes humanos.

Alberto Peixoto
www.albertopeixoto.com.br
[email protected]

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Sobre o autor

Alberto Peixoto
Antonio Alberto de Oliveira Peixoto, nasceu em Feira de Santana, em 3 de setembro de 1950, é Bacharel em Administração de Empresas pela UNIFACS, e funcionário público lotado na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, atua como articulista do Jornal Grande Bahia, escrevendo semanalmente, é escritor e tem entre as obras publicadas os livros de contos: 'Estórias que Deus Duvida', 'O Enterro da Sogra, 'Único Espermatozoide', 'Dasdores a Difícil Vida Fácil', participou da coletânea 'Bahia de Todos em Contos', Vol. III, através da editora Òmnira. Também atua incentivador da cultura nordestina, sendo conselheiro da Fundação Òmnira de Assistência Cultural e Comunitária, realizando atividades em favor de comunidades carentes de Salvador, Feira de Santana e Santo Antonio de Jesus. É Membro da Academia de Letras do Recôncavo (ALER), ocupando a cadeira de número 26. E-mail para contato: [email protected] Saiba mais sobre o autor visitando o endereço eletrônico http://www.albertopeixoto.com.br.