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Um PT enraizado na sociedade | Por Jonas Paulo

O Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores conduziu uma solução abrangente para os problemas no 2º turno das eleições na Bahia, Amazonas e Distrito Federal; sem análise de mérito, foi convocado o 3º turno. O que está em jogo nas eleições do PT é que partido queremos na Bahia. O PT não pode ser um partido hermético, sem interlocução e que tenha a democracia apenas como um fator episódico que regula as disputas internas. Para nós o PT é um partido, que tem nas classes trabalhadoras e setores médios a sua base social fundamental, mas que promove a interlocução com o conjunto da sociedade no sentido da diminuição das desigualdades, da construção da justiça social e da democracia como valor estratégico e essencial a vida humana em sociedade.

Na preparação do partido para o embate com as elites, que se dará em 2010, teremos que construir uma candidatura petista, que garanta o aprofundamento das conquistas do governo Lula e a continuação das mudanças na Bahia.

A sociedade brasileira estará polarizada entre os dois projetos. O de desenvolvimento econômico com inclusão social, descentralização de investimento para quebrar os desequilíbrios regionais, combater as desigualdades sociais, a discriminação de raça, gênero ou de qualquer natureza e promover a inserção soberana do nosso País no mundo.

A contraposição é o projeto das elites fracassadas na década de 90, com a concepção de submissão à lógica globalizante das grandes potências econômicas, do restabelecimento do estado mínimo e da política privatizante submetida aos ditames do ‘todo poderoso’ mercado cuja marca são as desigualdades regionais e sociais.

No Estado, onde o PT é governo, a nossa responsabilidade não pode se restringir ao horizonte partidário. O PT é o partido da esperança do conjunto dos baianos, que interrompe um ciclo de governos autoritários para promover mudanças no processo econômico, social, político e cultural do Estado, mas não o fez sozinho, pois estava ancorado em uma frente política de diversos partidos, ainda na esteira da coalização nacional que está promovendo uma profunda mudança no quadro político econômico e social do País, através do governo Lula.

Na Bahia, temos a tarefa de sermos a força dirigente, mas firme condutor das ações que se desenha para a sociedade baiana de uma vida mais digna em um Estado democrático, justo e desenvolvido.

O PT que sairá desse PED deve fortalecer as suas instâncias e revigorar a militância, antenado com a sociedade, as disputas globais, assumindo a vocação dirigente do processo de mudanças em curso no Estado e criar condições objetivas para a sua governabilidade numa forte base política e social garantindo seus avanços e conquistas. Para isto, precisamos de um PT mobilizado, propositivo e comprometido com os anseios de mudança que anima as esperanças do povo da terra de todos nós.

JONAS PAULO Diretor nacional da Codevasf e candidato à presidência do PT na Bahia

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