O Brasil e Seus Problemas Sociais

Ainda que nos últimos anos o Brasil tenha conseguido grandes avanços na área social, continua com muitos problemas afetando, de forma desagradável, a vida dos brasileiros e os mais preocupantes, são: desemprego, violência e criminalidade, poluição, saúde, educação, desigualdade social, habitação, entre tantos outros.

Mesmo com o aumento da geração de empregos nos últimos anos, produzidos pelo crescimento da economia, podemos ainda encontrar um percentual muito elevado de brasileiros desempregados. O crescimento da nossa economia não foi o suficiente para produzir os empregos necessários ao País. A carência de uma formação educacional adequada e de profissionais qualificados perturba a vida dos desempregados. Apesar de não terem seus direitos trabalhistas assegurados, uma grande fatia do universo de desempregados, estão optando pela economia informal.

Por outro lado as grandes cidades estão sendo acometidas pelo crescimento absurdo da violência. O cotidiano da população brasileira passou a ter como presença assegurada, cada vez mais, diversos tipos de crimes, alguns, até com requintes de crueldade. As injustiças sociais aliadas à falta de rigor no cumprimento da lei, exemplifica o alto índice da criminalidade em nosso País.

Os problemas ambientais, por sua vez, também não ficam atrás. A poluição do ar – principalmente nas grandes cidades – que recebe toneladas de gases poluentes, resultado da queima de combustíveis derivados de petróleo, afeta a saúde das pessoas, principalmente dos jovens e idosos. Os rios, que transportam em seu leito uma gama insuportável de lixo domestico e industrial, também transportam doenças e afeta o ecossistema.

Atualmente as pessoas que possuem uma condição financeira melhor, procuram um plano de saúde privado, pois a saúde publica está sucateada, negligenciada e ate diria que se encontra na UTI do descaso. Hospitais públicos desaparelhados e superlotados, faltando medicamentos, aparelhos sem condições de uso, funcionários em greve, prédios mal conservados… Esta situação caótica afeta, de forma cruel, a população mais carente.

Costumo dizer que o maior problema do Brasil não é o financeiro e nem a corrupção – apesar dela também ser um dos cânceres deste País – é a educação – ou a carência dela. Segundo os institutos de pesquisas, em torno de quase 85% dos brasileiros são analfabetos ou semi-analfabetos, sendo que, 16,30 milhões são totalmente analfabetos, incapazes de ler ou escrever pelo menos um bilhete simples; 18,5% dos adolescentes entre as idades de 15 a 17 anos, não freqüentam escola. Segundo a “Câmara Brasileira de Livros”, a cada ano são produzidos no Brasil, em média, entre 300 e 320 milhões de livros, mesmo assim, cerca de 23% da população – algo em torno de 40 milhões de pessoas – nunca leram um livro; 10% dos que já leram, não passaram do primeiro capitulo; do restante, poucos chegaram ao final da leitura. Esse índice é alarmante e assustador.

É preciso que atitudes, urgentes, sejam tomadas com relação à recuperação não só da estrutura física das escolas, como também, na qualidade do ensino, através da capacitação dos professores e federalização dos seus salários, elaborando um projeto de ensino com tempo integral do aluno na escola, desenvolvendo atividades educativas paralelas ao seu turno de estudo normal, com um programa de assistência alimentar adequado para o desenvolvimento físico e mental dos cidadãos, que terão a responsabilidade de gerir os interesses e o futuro deste País.

No Brasil – o País das desigualdades sociais – a má distribuição de renda causa um grande contraste. Uma pequena parcela da população é muito rica e contrastando com ela, uma grande fatia da população vive entre a pobreza e a miséria. O Brasil ainda é um País muito injusto, mesmo com a distribuição de renda tendo melhorado, em função dos programas sociais.

A desigualdade social brasileira é uma das maiores do mundo, tornando jovens de baixa renda vulneráveis, pois a exclusão social os torna, cada vez mais, supérfluos e incapazes de terem uma vida digna.

As autoridades são os principais responsáveis por esse processo de desigualdade que provoca exclusão e gera violência. É necessário que os gestores do País planejem uma vida mais digna, com oportunidades de conhecimento para pessoas com baixa renda, dando-lhe a chance de trabalhar e ter o seu sustento garantido.

No âmbito da moradia o déficit habitacional é muito grande no Brasil. Favorecido pelo crescimento acelerado dos habitantes da zona urbana, existe milhões de famílias que não possuem a mínima condição habitacional adequada. O surgimento de grandes favelas e cortiços tomou conta, não só da periferia das grandes cidades, como, em algumas capitais, até dos bairros nobres. Tornou comum habitar sob viadutos e pontes, marquises e até em outras partes da cidade, onde passam grandes dificuldades.

Alberto Peixoto
www.albertopeixoto.com.br
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Sobre o autor

Alberto Peixoto
Antonio Alberto de Oliveira Peixoto, nasceu em Feira de Santana, em 3 de setembro de 1950, é Bacharel em Administração de Empresas pela UNIFACS, e funcionário público lotado na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, atua como articulista do Jornal Grande Bahia, escrevendo semanalmente, é escritor e tem entre as obras publicadas os livros de contos: 'Estórias que Deus Duvida', 'O Enterro da Sogra, 'Único Espermatozoide', 'Dasdores a Difícil Vida Fácil', participou da coletânea 'Bahia de Todos em Contos', Vol. III, através da editora Òmnira. Também atua incentivador da cultura nordestina, sendo conselheiro da Fundação Òmnira de Assistência Cultural e Comunitária, realizando atividades em favor de comunidades carentes de Salvador, Feira de Santana e Santo Antonio de Jesus. É Membro da Academia de Letras do Recôncavo (ALER), ocupando a cadeira de número 26. E-mail para contato: [email protected] Saiba mais sobre o autor visitando o endereço eletrônico http://www.albertopeixoto.com.br.