Confirmação da morte de equatoriano complica negociações entre Colômbia e Equador

O ministro da Defesa do Equador, Welington Sandoval, disse hoje (24/02/2008) que a confirmação da morte de um equatoriano durante o ataque militar a um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) “complica” a situação do seu país com a Colômbia. As informações são da Agência Télam.

O ministro da Defesa colombiano, Juan Manuel Santos, rebateu e disse que “um acampamento de terroristas é um objetivo militar legítimo”, e advertiu que “qualquer pessoa que esteja em um acampamento de terroristas, como era esse acampamento, se expõe a um altíssimo risco, seja guerrilheiro ou não”.

Santos admitiu ontem (23) que um dos mortos junto ao número dois das Farc, Raúl Reyes, era um cidadão equatoriano, o chaveiro Franklin Aisalia. O corpo de Aisalia foi apresentado inicialmente como Julián Corrado, integrante das Farc.

Apesar de a Polícia Nacional do Equador ter recém-iniciado a investigação do suposto vínculo de Aisalia com as Farc, o ministro da Defesa colombiano afirmou que “não fica bem ao presidente [Rafael] Correa defender uma pessoa que depois se descubra que tem conexões com as Farc”.

Santos afirmou que Aisalia e sua companheira, Nubia Calderón, chamada “Esperança”, já haviam sido localizados pelas autoridades em 2004, no início das operações de inteligência que culminaram com a captura, no Equador, de Simón Trinidad, um alto chefe das Farc, extraditado para os Estados Unidos e condenado a 60 anos de prisão.

Contudo, o ministro da Defesa da Colômbia expressou o seu desejo de que as relações bilaterais não se deteriorem ainda mais, e ressaltou a necessidade de respeitar as decisões da Organização dos Estados Americanos (OEA).

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