Conexão Rio-Khao Manee, a joia branca da Tailândia | Por Christina Thedim

De porte imponente, dotado de cativantes olhos azuis num rosto triangular; pelo fino, curto e brilhante, com seu andar majestoso, o gato siamês, como é comumente chamado,chegou ao ocidente pelas mãos do cônsul inglês Owen Gould, que recebeu-os de presente das mãos do próprio Rei do Sião, em 1884, levando-os para a sua residência em Londres, onde fizeram imenso sucesso em exposições. No antigo Sião, atualmente a Thailândia, eram tidos como animais sagrados e sua linhagem preservada, cuidando para que nunca fossem comercializados e sim presenteados, prestando uma honra, uma homenagem a pessoa.

Conta a lenda que, por serem os guardiões dos tesouros reais e os olharem sempre de muito perto, tornaram-se vesgos com o tempo. Isso porque é bem alto o percentual de estrabismo na raça. Sua pelagem á branca ao nascerem e depois torna-se creme.Donos de um temperamento extremamente “bipolar”, podem ir da extrema frieza a uma demonstração de afeto explícito, com direito a crises de ciúmes e possessividade sem iguais. Fiéis aos seus “escolhidos”, pois apenas uma pessoa da casa terá tal privilégio, será para ele como um verdadeiro cãozinho, podendo inclusive ser levado numa coleira e ensinado a pegar coisas, como gato nenhum jamais faria. Têm uma relação de profunda dependência e são capazes até de morrer se vierem a ser separados de seus donos. O pescoço é seu ponto fraco e acariciá-los nessa região os levam ao êxtase total. O andar elegante e a graça de seus movimentos deram-lhes o título de “príncipes dos gatos”. E não é por acaso que são assim chamados.

O senhor Namdee Witta, proprietário do Royal Park Thai Cats, possui setenta exemplares de uma espécie diferente de gatos siameses. Diz que os khao Manees, de pelos totalmente brancos e olhos de duas cores (um azul e outro amarelo ou verde), são diretos descendentes dos que pertenceram ao Rei Rama V (Chulalongkorn 1853-1910), que governou o Sião de 1868 até o ano de 1910. Era um estadista com uma visão libertadora e governou de forma a manter o Sião independente do colonialismo inglês, aliando importantes personalidades européias a sua causa de transformar um país agrícola e feudal numa monarquia reconhecida como igual pelas potências mundiais. Os exóticos khao manees eram os seus preferidos e a pena para quem ousasse roubar um exemplar era a morte. Ainda hoje é reverenciado e adorado na maioria dos lares tailandeses que reconhecem na sua figura o maior de todos os seus reis.

Pessoalmente, quando penso na realeza de suas atitudes, me vem à mente a personalidade vigorosa do Dalai Lama e sua luta incansável pela independência do Tibet e faço coro aos milhões de manifestantes em todo o planeta que se opõem a ditadura dos chineses, propondo um real boicote às olimpíadas na China totalitarista e desumanizada ,que se mostra arrogante e inflexível diante dos apelos de democracia e respeito aos direitos humanos.
Namdee os considera como os legítimos gatos siameses, em vez dos de pelagem bege ou acinzentada, encontrados em larga escala. Os antigos poemas tailandeses dizem que ter um khao manee em casa traz a certeza de uma vida longa e feliz. São conhecidos também por “olhos de diamantes” e “jóias brancas”.
Namastê!!!

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