Tá com Pinto ou tá com medo…??

Francisco José Pinto dos Santos (Feira de Santana, 16 de abril de 1930 — Salvador, 19 de fevereiro de 2008) foi um advogado e político brasileiro que exerceu quatro mandatos de deputado federal pela Bahia e se destacou como integrante do “grupo autêntico” do Movimento Democrático Brasileiro que pregava uma oposição mais contundente ao Regime Militar de 1964 em contraposição à postura comedida do “grupo moderado”. Era conhecido também pelo epíteto de Chico Pinto.

Francisco José Pinto dos Santos (Feira de Santana, 16 de abril de 1930 — Salvador, 19 de fevereiro de 2008) foi um advogado e político brasileiro que exerceu quatro mandatos de deputado federal pela Bahia e se destacou como integrante do “grupo autêntico” do Movimento Democrático Brasileiro que pregava uma oposição mais contundente ao Regime Militar de 1964 em contraposição à postura comedida do “grupo moderado”. Era conhecido também pelo epíteto de Chico Pinto.

Dos meados para o fim dos anos 70, na praça João Pedreira, um menino com sonhos de liberdade, escondido das ordens, no fundo do palanque, admirava aquele ícone que ia se aquecendo como um atleta, que arrumando sua boina, apagando sua piteira, enchia o peito para soltar sua voz e seus ideais levando aos montes, esperança e aço de que os dias seriam outros, que os ares seriam outros, que a tirania perderia força e que a vitória seria do povo…

A voz potente, olhos afiados e firmes, braços em movimento, barbas nunca de molho, silenciava a multidão imprimindo uma atenção tal, que até “Zabumba”, “Alô” e “Nisseto”
firmavam as visadas em sua direção…

Em cada frase e cada pausa, em movimentos coreográficos denunciava os golpeadores,
se alinhava aos oprimidos, impunha coragem e convicção levando a luta de ideais ao porvir do discurso e aos corações da sua gente, que ao lado de Chico renovava a resistência.

Ao fim do ato, fidelidade, liderança, confiança, paixão e aplausos: “tá com Pinto, ou tá com medo?”, cantava a multidão!

Pela frente do palanque, Pinto se jogava aos braços do povo, uma apoteose ideológica em marcha libertária contra a ditadura, “China” e “Uai” abrindo passagem e aos cantos de saudação e afirmação, lá vai o povo carregando seu líder de volta ao casarão branco da Avenida de Penumbras, muito similares à época, onde dona “Pombinha” sua mãe, já estava esperando com portas e janelas escancaradas, para os companheiros madrugarem em escritas de uma história que a Feira nunca vai esquecer.

Assim, guardo Francisco Pinto, como referência e iniciador de uma resistência que se modela e permanece como farol de um menino e uma geração que nele teve uma das primeiras companhias na tendência popular e o levará com suas próprias palavras: “Não existem derrotas definitivas para a liberdade”.

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Sobre o autor

Alberto Peixoto
Antonio Alberto de Oliveira Peixoto, nasceu em Feira de Santana, em 3 de setembro de 1950, é Bacharel em Administração de Empresas pela UNIFACS, e funcionário público lotado na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, atua como articulista do Jornal Grande Bahia, escrevendo semanalmente, é escritor e tem entre as obras publicadas os livros de contos: 'Estórias que Deus Duvida', 'O Enterro da Sogra, 'Único Espermatozoide', 'Dasdores a Difícil Vida Fácil', participou da coletânea 'Bahia de Todos em Contos', Vol. III, através da editora Òmnira. Também atua incentivador da cultura nordestina, sendo conselheiro da Fundação Òmnira de Assistência Cultural e Comunitária, realizando atividades em favor de comunidades carentes de Salvador, Feira de Santana e Santo Antonio de Jesus. É Membro da Academia de Letras do Recôncavo (ALER), ocupando a cadeira de número 26. E-mail para contato: [email protected] Saiba mais sobre o autor visitando o endereço eletrônico http://www.albertopeixoto.com.br.