NA CONTRAMÃO DA LEI

O texto adiante, de nossa lavra, onde uso pseudônimo, foi publicado em fevereiro de 2007, em outro jornal. Entretanto, com a edição da polêmica MP nº 415, que proíbe a comercialização de bebidas alcoólicas em rodovias federais, achei oportuno dar conhecimento aos nossos leitores, já que o texto anuncia uma economia para os cofres públicos idêntica àquela anunciada pelo governo federal no caso de cumprimento da referida MP, porém, com medidas diferentes.

JORNAL DA CAATINGA. Express. 22/02/2007, fl.4
Cotovia-Ce. – Massaranduba de Dentro
Comentarista Político: L. Evando Semp N. Trasei

NA CONTRAMÃO DA LEI
É interessante como muita gente anda na contramão da lei. Vejamos como exemplo, os casos do tabagismo e do alcoolismo. Existem muitas campanhas publicitárias e leis a respeito dos dois vícios: as primeiras educando e orientando quanto ao uso indiscriminado do fumo e das bebidas alcoólicas; as segundas restringindo o uso e a publicidade de tais produtos. Da produção e venda desses mesmos produtos o Estado cobra os seus impostos (alíquotas altíssimas) de forma punitiva. Continuam fabricando. O povo continua bebendo e fumando. Mais um exemplo é o caso dos jogos de azar. A lei proíbe o jogo de azar que é tido como crime de contravenção penal (principalmente: o ‘jogo do bicho’, os ‘bingos’, e os ‘caça-níqueis), entretanto, o Estado tem os seus próprios jogos de azar (o caso das loterias e os seus mais variados tipos de jogos) devidamente autorizados por ele mesmo; cobra os seus impostos e ainda destina verbas para algumas instituições. Os contraventores continuam oferecendo seus jogos. O povo continua jogando, tanto nos proibidos quanto nos permitidos. Porém, mais interessante ainda, analisando-se friamente, deixando até a lógica de lado, porque, na verdade, de lógica não tem nada, mas, tem sentido, que é a vaidade do povo (de alguns…), é o caso dos nossos veículos (automóveis caminhões e motocicletas). Pelo que se sabe a nossa lei de trânsito proíbe o excesso de velocidade que ultrapasse a permitida nas rodovias, entretanto, o povo continua correndo em seus veículos, sendo multado, se suicidando, atropelando pessoas, causando acidentes e vítimas, e comprando carrões mais possantes ainda. Sabemos também, que em nosso país não existem autopistas que permitam velocidade acima de 120 km/h. e que as nossas estradas além de não permitirem tais velocidades, estão em péssimas condições de tráfego por falta de acostamentos, sinalizações totalmente inadequadas, buracos em todas as partes, falta fiscalização de trânsito, etc. Dessa forma, é de se perguntar: se não podemos trafegar a mais de 120 Km/h de velocidade, por que então as fábricas, indústrias ou montadoras (seja lá o nome que dêem às mesmas) de veículos a cada dia investem mais na potência dos seus motores? Por que existem carros na praça que marcam até 300 Km/h de velocidade (ou mais)? Não seria para aguçar a vaidade de alguns? Assim sendo, para não diminuir a velocidade, e, como os preços de tais veículos não permitem que sejam adquiridos pela maioria da população, fabricam veículos de 1000 cilindradas, que, depois de embalados, atingem a velocidade de 200 Km/h (estes o povão pode, e sai da frente). Estranhíssimo que as autoridades permitam que se fabriquem e comercializem veículos que atinjam velocidade acima das permitidas nas nossas estradas, não acham? Diriam muitos, que se isso acontecesse seria um retrocesso em relação ao resto do mundo.
Moral da estória: Esquecendo a primeira parte. Se a lei permitisse apenas a fabricação de veículos que atingissem 120 Km/h de velocidade, teríamos uma economia (presume-se) de: 5% de emissão de poluentes na atmosfera; 10% de consumo de combustível; 20% da frota de veículos; 50% dos feridos em acidentes de veículos; 70% de vidas perdidas em acidentes; 80% por cento com reposição de peças; e, uma economia de R$ 20.000.000.000,00 (vinte bilhões) por ano, aos cofres públicos. Entretanto, o Estado deixaria de arrecadar R$ 5.000.000.000,00 (cinco bilhões) em impostos. É de se estudar pra ver se é isso mesmo e se vai dar certo, porque aqui em Cotovia é assim, presume-se tudo, nada é certeza. Todo mundo é um pouco de economista, vai tentando, tentando, até dar certo. Quando não dá certo, volta-se ao ponto de partida. Não se pode é deixar de tentar. Economia é assim mesmo.

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