Inversão de valores: convivência pacífica ou conflituosa?

Inversão de valores: convivência pacífica ou conflituosa?

Estamos todo o tempo convivendo com a inversão de valores morais, como conviveram os nossos pais, os nossos avós e, enfim, todos os nossos ascendentes, cada um em seu tempo e à sua forma. Parece-nos uma convivência pacífica atualmente, muito embora a história nos conte que de tempos em tempos tornava-se conflituosa.

A moral e os costumes sempre foram tidos como regras a serem perseguidas por uma sociedade, permitindo ou proibindo alguma ação, conduta ou procedimento, avaliando e diferenciando o certo do que é errado.

Sabemos que os comportamentos baseados em regras são diferentes de acordo com os costumes de cada sociedade, de cada povo. Porém, também sabemos que algumas condutas ou regras são tidas como naturais, e aplicadas indistintamente, seja qual for o povo, seja qual for a sociedade. Notadamente temos presenciado no nosso País a inversão de valores éticos e morais (dá no mesmo) com muita freqüência, com muita eloqüência, e até de forma frenética. Muito difícil é encontrar alguém que não queira descumprir, ou que já não tenha descumprido alguma regra. As leis -parece-nos -, já são elaboradas com viés, a fim de darem margem a discussões e contraditas. Como nos dá conta a história, os inventores na maioria das vezes foram vítimas de suas próprias invenções como foi o caso do Dr. Joseph Ignace Guillotin, decapitado em sua própria invenção – a guilhotina. Certamente, conhecedores da história, os nossos legisladores, por precaução, ao elaborarem as leis, instintivamente, protegem-se. Ao contrário do que deveriam, as leis não são claras, não são objetivas. Muito embora direcionadas a uma sociedade com a finalidade de manter a ordem e o desenvolvimento, estão longe de serem plenamente interpretadas e devidamente entendidas por pessoas simples, ou até mesmo por pessoa com nível de formação superior que não seja em Direito e que não seja bom em hermenêutica.

A Lei de Introdução ao Código Civil, no seu Art. 3º, dispõe: “Ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não a conhece.”. Porém, na maioria das vezes, as leis são descumpridas por falta de conhecimento daqueles a quem são dirigidas. E outras tantas vezes são infringidas devido ao grau de dificuldade de interpretação até mesmo por aqueles que deveriam conhecê-las bastante. Os próprios operadores da Justiça têm dificuldades nessa interpretação, bastando observar que simples questões relativas às leis esbarram na Justiça e, em suas diversas instâncias são julgadas de formas diferentes.

Seria conveniente que as leis, principalmente aquelas que dispõem sobre a ordem e os costumes, fossem elaboradas com clareza e simplicidade para que todas as pessoas pudessem interpretá-las facilmente, seguindo as suas regras e impondo a tantos outros o seu cumprimento.

Não sendo assim, enquanto os nossos legisladores estiverem tentando salvar os seus pescoços da guilhotina, nunca teremos leis acessíveis a toda sociedade, e nunca serão elas merecedoras de serem plenamente cumpridas. Esse comportamento por parte dos nossos legisladores, parece-nos uma inversão de valor ético e moral, e desvio de conduta, já que são eleitos e pagos pela sociedade para administrar e conduzir o seu destino de forma justa.

Até quando essa convivência será pacífica?

Compartilhe e Comente

Faça uma doação ao JGB

Redes sociais do JGB

Publicidade

Publicidade

+ Publicações >>>>>>>>>

Manchete

Colunistas e Artigos

Sobre o autor

Redação
O Jornal Grande Bahia (JGB) é um portal de notícias com sede em Feira de Santana e abrange as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador. Para enviar informações, fazer denúncias ou comunicar erros do jornal mantenha contato através do e-mail: [email protected]