A face não tão oculta do governo de Feira de Santana

Delicada e preocupante é a situação financeira do município de Feira. Estratégia adotada pelo governo municipal, coordenada pelo prefeito e sua equipe administrativa, resultaram em curto prazo em uma equação perversa na qual vem dilapidando os cofres públicos para criar um projeto político que só tem uma finalidade: atender a sua fome de poder e a megalomania de ser reconhecido como um dos governos que mais construiu obras na história do calendário político do município. Com esta atitude o governo atual deixa como herança para seu substituto político, apenas dívidas.

O próximo prefeito, Seja ele qual for, irá administrar uma máquina pública com as suas finanças comprometidas o que limitará a sua ação de trabalho. Os parcos recursos irão imobilizar qualquer tentativa de investimento e só lhe restará à triste realidade de ter que administrar dívidas públicas. Enquanto isso, o autor da política de terra arrasada se afasta do poder coroado de “glória”, com o sentimento de dever cumprido. E se o seu estado de saúde lhe permitir retornará, em um futuro próximo, para mais uma vez se locupletar no tão almejado cargo público. Esta tem sido a tática adotada pelos velhos coronéis pefelistas, hoje travestidos de Democratas. Todos eles, lobos em pele de cordeiro.

Em tempos idos. prática semelhante foi adotada por este cidadão, como é do conhecimento geral de todos os feirenses, quando o mesmo assumiu o cargo de Provedor da Santa Casa da Misericórdia (1983/1987). Posteriormente ele foi eleito e Diretor Administrativo e Financeiro e do Hospital Dom Pedro de Alcântara (1997), este à época um dos maiores complexos hospitalares e um dos mais antigos de Feira de Santana.

Vale assinalar que antes de assumir o cargo de Provedor da Santa Casa da Misericórdia, José Ronaldo se lançou candidato a vereador, sem que tenha obtido êxito. Mas, “como todo bom político” ele não desistiu e finalmente consegui emplacar o seu intento na segunda tentativa ao se eleger vereador (PDS), em 1983/1987, Período que coincide com a sua ascensão ao cargo de Provedor da Santa Casa.

Mas toda esta peripécia política, em que envolve o hospital, articulada pelo nosso atual prefeito teve um preço. Denúncias feitas à época, pelos médicos que ali atuavam, dão conta de que este segmento da área de saúde foi utilizado como moeda de barganha na conquista de votos e que milhares de laqueaduras e outros procedimentos médicos foram realizados sem que os pacientes, em sua maioria de classe média, tivessem que desembolsar um centavo. Todos os procedimentos foram bancados pela Santa Casa, tendo como resultado desta ação deletéria a sua falência. Falência esta que é ressentida, depois de décadas, pela atual direção do órgão e conseqüentemente pelo povo, este o mais prejudicado.

Circulando na contramão da história o mais beneficiado nesta trajetória macabra tem sido o nosso prefeito, visto e considerado por alguns como um verdadeiro político que se identifica com os reais interesses da coletividade. Mística esta obtida através de atitudes maniqueístas que contempla uma política de apadrinhamento vinculada a uma bem montada estratégia de cooptação de apóio da banda podre da mídia feirense, que por 30 dinheiros faz qualquer negócio.

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