Polícia enfrenta novos confrontos no Quênia

De acordo com autoridades locais, mais de 150 pessoas foram presas nas cidades de Naivasha e Nakuru acusadas de envolvimento nos choques que causaram a morte de dezenas de pessoas nos últimos dias.

Também nesta segunda-feira, centenas de pessoas foram às ruas de outra cidade, Kisumu, em protesto contra a violência do fim de semana. Os protestos porém se tornaram violentos, com lojas e veículos sendo incendiados e barricadas erguidas nas ruas.

Os manifestantes entraram em choque com a polícia, que respondeu com tiros para o alto. Há informações de que pelo menos um homem teria sido morto a tiros.

Há informações ainda de que manifestantes bloquearam as principais estradas de saída em Eldoret, outra localidade onde cerca de 30 pessoas morreram incendiadas dentro de uma igreja pouco depois das eleições.

A Cruz Vermelha afirmou que não poderá divulgar o número total de mortos nos confrontos do fim de semana até examinar os destroços das casas incendiadas. Pelo menos 19 pessoas teriam morrido. Estima-se que o total de mortos desde o início dos confrontos, após as eleições do final de Dezembro, já chegue a 800.

Divisão

O Quénia voltou a mergulhar em uma onda de violência na semana passada no que tem sido um mês de grande instabilidade e confrontação.

A violência começou em dezembro, depois que o presidente Mwai Kibaki foi declarado reeleito em um pleito que a oposição, liderada por Raila Odinga, acusou de fraudulento.

No último mês, porém, as disputas ganharam contornos étnicos, com os grupos ligados aos candidatos se enfrentando nas ruas de algumas das principais cidades do Quênia.

Membros da tribo Kikuyu, do presidente Kibaki, vêm lutando com os Luos e Kalenjins, que apoiam Odinga. Desde dezembro Odinga se recusa a reconhecer sua vitória do presidente – diferentes entidades internacionais também colocaram em dúvida a lisura da disputa.

O ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan está no Quênia para tentar negociar a paz. Ele pediu aos dois lados que ajam rapidamente para restaurar a calma, ou enfrentem a ameaça de que o Quênia entre em um caos ainda maior.

Grande parte da violência do fim de semana foi centralizada em Nakuru, a quarta maior cidade do país, e em Naivasha.

Em muitos casos, os responsáveis eram membros da tribo Kikuyu, em busca de vingança contra os ataques a sua tribo logo após as eleições.

Segundo o repórter da BBC em Nairóbi Adam Mynott, a violência no fim de semana foi horrível. Multidões armadas com facões, bastões e arcos e flechas espancaram pessoas até a morte e incendiaram casas com famílias presas dentro.

O chefe da polícia do Quênia Hussein Ali nega as alegações de que a polícia tenha perdido o controle sobre os jovens em Nakuru e Naivasha, no fim de semana.

“A polícia está no controle e bem preparada para garantir que a calma seja restaurada”, disse Ali.

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