Lula e Chávez confirmam projetos conjuntos de energia

Em um encontro em Manaus, nesta quinta-feira, Lula e Chávez também combinaram de se reunir a cada três meses para discutir os temas bilaterais, especialmente a integração energética. A próxima reunião ficou marcada para o dia 12 de dezembro, na Venezuela, quando deve ser assinada formalmente a constituição das empresas que vão tocar os projetos na área de petróleo.

“Brasil e Venezuela ratificam compromissos assumidos há algum tempo, e que por problemas técnicos andaram mais devagar do que Chávez e eu gostaríamos”, afirmou Lula à imprensa depois de um almoço e reunião de mais de quatro horas, no Hotel Tropical, em Manaus.

Todos esses projetos já haviam sido acordados num encontro dos dois presidente, em janeiro. De acordo com o Itamaraty, as reuniões de acompanhamento andaram bem até junho, quando as negociações praticamente pararam.

Petrobras e PDVSA

As duas empresas terão a Petrobras e a estatal venezuelana PDVSA como sócias. A composição acionária será de 60% para a empresa local e 40% para a estrangeira nos dois empreendimentos.

A refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco, vai refinar o petróleo ultra-pesado extraído do Orinoco, depois de passar por um processo inicial para torná-lo um pouco mais leve. O presidente Lula reafirmou que a refinaria deve começar a operar em 2010.

Os dois presidentes também decidiram contratar uma empresa para realizar o projeto de engenharia conceitural do gasoduto do sul, para levar gás da Venezuela ao Brasil e à Argentina, passando pela Bolívia.

“Para em alguns meses termos o projeto pronto para anunciar que não somos tão ricos quanto outros, mas somos tão ousados e queremos ser tão ricos quanto eles”, afirmou o presidente Lula.

Mercosul

Os dois presidentes também reafirmaram o interesse mútuo no ingresso da Venezuela como membro pleno do Mercosul.

“É importante dizer que o Brasil está trabalhando. O processo está no Senado e nós esperamos que o mais prontamente seja votado, para que a Venezuela possa entrar como membro pleno e que nós possamos trazer outros países para o Mercosul”, afirmou Lula.

O presidente Lula também reiterou o interesse brasileiro pelo Banco do Sul, um banco cujo modelo ainda não está definido, mas que deve servir pra financiar projetos de investimentos na região.

União

O presidente Lula repetiu várias vezes que não há divergências entre ele e Chávez, e que o problema é que eles ficaram muito tempo sem se encontrar.

“Em política quando dois dirigentes passam muito tempo sem se encontrar, começa a surgir entre eles uma série de inquietações, de insinuações. As pessoas começam a falar em divergência, as pessoas começam a falar em disputa de liderança, as pessoas começam a falar uma série de coisas que eu tenho consciência que não passam pela sua cabeça e não passam pela minha cabeça”, afirmou Lula.

“Aqui não existe disputa entre dois países”, afirmou o presidente.

Ele disse que Venezuela e Brasil têm muita responsabilidade no continente. “E nós, Chávez e eu, vamos fazer tudo o que possa ser feito para que Brasil e Venezuela possam se tornar países integrados. Temos mais coisas para fazer do que divergência para criarmos”, disse Lula.

O encontro de Chávez e Lula acontece depois de um período de divergências públicas. Chávez criticou a demora do Congresso brasileiro em aprovar a entrada da Venezuela no Mercosul e tem criticado o etanol e promovido acordos de fornecimento de petróleo a baixo custo em países da América Central e Caribe, onde a política brasileira é desenvolver a produção de etanol de cana-de-açúcar.

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