Guerra na Amazônia

O homem, com seu espírito predador, vem destruindo florestas, rios, animais e tudo que surge em seu caminho, comprometendo todo ecossistema do planeta, simplesmente para satisfazer o seu instinto egoísta. A fauna e a flora brasileira, que tem uma vegetação das mais ricas do planeta, estão altamente comprometidas, colocando toda a vida na terra, em perigo. Muitas espécies animais e vegetais, já desapareceram das nossas matas e outras estão, cada dia mais, ameaçadas de extinção, causando um tremendo impacto no meio-ambiente, que anseia por medidas imediatas para garantir a sua preservação.

Foram desmatados na Amazônia, entre 2006 e 2007, algo em torno de 11. 224 quilômetros quadrados de floresta – que equivalem a duas vezes a área do Distrito Federal – o que foi comemorado pelo governo como uma vitória expressiva, diante dos levantamentos absurdos obtidos nos anos anteriores. Além da ação das moto-serras, também preocupa ao governo, as grandes secas que já assolam a região, as eleições municipais – com as eleições, entra em vigor o clientelismo que diminui a fiscalização – e o aumento dos preços da madeira de lei, nas bolsas do mercado internacional.

Esta guerra travada na Amazônia, entre fazendeiros desmatadores e o governo que não anuncia medidas severas contra os culpados desta ação criminosa, que destrói o meio-ambiente – cancelar crédito aos desmatadores é muito pouco – e a própria natureza, pode começar dentro de sua casa, adotando postura ecológica para beneficiar a preservação do meio ambiente.

Segundo a “Teoria de Gaia” – elaborada pelo químico inglês James Lovelocke, a pedido da NASA – as causas dos desequilíbrios de Gaia – Terra – é externa como o impacto de um grande meteoro. Pela primeira vez, na história, o equilíbrio está sendo afetado por um órgão do seu próprio corpo: os humanos. Segundo esta teoria, daqui a 1 bilhão de anos o aquecimento global, acelerado pelo homem, matará Gaia.

Para combater o desmatamento, é necessário que parcerias sejam feitas entre proprietários rurais e governo, que deve estimular estes proprietários a não destruir as florestas de sua propriedade, mostrando-lhes a importância da preservação da natureza, com relação ao equilíbrio do eco-sistema. Deve ser aplicado, aos infratores, medidas fiscais e a lei ambiental que é considerada uma das mais modernas do mundo.

Além das diversas penalidades impostas pelos órgãos oficiais, também precisamos fazer nossa parte, mudando nosso comportamento. Uma das principais atitudes que devemos tomar é a de economizar água – substituir o hábito do banho demorado; a água também cai do céu, mas pode faltar – economizar energia, principalmente quando usamos equipamentos elétricos e eletrônicos de forma inadequada – principalmente aparelhos de TV – redução na potencia das lâmpadas, etc. Precisamos garantir um futuro melhor para “toda espécie de vida existente no planeta”, preservando para as futuras gerações toda esta beleza e grandiosidade da diversidade ecológica, tão depredada pela ação imediata do ser humano que passa por cima de tudo para satisfazer o seu ego e seus interesses econômicos.

Alberto Peixoto

www.albertopeixoto.com.br
[email protected]

Compartilhe e Comente

Faça uma doação ao JGB

Redes sociais do JGB

Publicidade

Publicidade

+ Publicações >>>>>>>>>

Manchete

Colunistas e Artigos

Sobre o autor

Alberto Peixoto
Antonio Alberto de Oliveira Peixoto, nasceu em Feira de Santana, em 3 de setembro de 1950, é Bacharel em Administração de Empresas pela UNIFACS, e funcionário público lotado na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, atua como articulista do Jornal Grande Bahia, escrevendo semanalmente, é escritor e tem entre as obras publicadas os livros de contos: 'Estórias que Deus Duvida', 'O Enterro da Sogra, 'Único Espermatozoide', 'Dasdores a Difícil Vida Fácil', participou da coletânea 'Bahia de Todos em Contos', Vol. III, através da editora Òmnira. Também atua incentivador da cultura nordestina, sendo conselheiro da Fundação Òmnira de Assistência Cultural e Comunitária, realizando atividades em favor de comunidades carentes de Salvador, Feira de Santana e Santo Antonio de Jesus. É Membro da Academia de Letras do Recôncavo (ALER), ocupando a cadeira de número 26. E-mail para contato: [email protected] Saiba mais sobre o autor visitando o endereço eletrônico http://www.albertopeixoto.com.br.