Feira de Santana: Pólo Turístico e Cultural

Entre os principais fatores necessários para que Feira de Santana se transforme em um pólo “Turístico e Cultural”, é primordial que haja uma reestruturação da cidade, principalmente, no que diz respeito à falta de opção para o lazer noturno e dos finais de semana, onde já se tornou tradição na cidade Princesa, a cultura de “barzinhos”. É indispensável, também, reorganizar o centro da cidade no que se refere ao lixo derramado pelas ruas do centro comercial, no final do expediente – grande parte espalhado pelos próprios lojistas – e do transito desordenado.

É essencial, para alavancar o turismo em Feira de Santana, criar investimentos através de parcerias com o governo, no âmbito Municipal, Federal, Estadual e, principalmente, o governo Municipal abrir as portas para que a iniciativa privada possa investir em turismo e cultura, criando eventos – que são das maiores chamarizes turísticas. A Administração Municipal poderia reviver o folclore da cidade, reativando a “Feira do Campo do Gado” – que já foi conhecida nacionalmente e internacionalmente – a exemplo de Cachoeira que comemora a Festa da Boa Morte, explorar o turismo religioso trazendo de volta a – outrora tradicional – Festa de Santana e a procissão dos romeiros, no dia 12 de junho, comemorada na Igreja de Santo Antonio. Falta, também, um “Centro de Convenções”.

Para incentivar a cultura e o turismo em Feira de Santana, é essencial que nos eventos, tipicamente da região, a exemplo das festas juninas, sejam aproveitados os artistas locais. É inadmissível e, até insuportável – para não dizer ridículo – festas juninas ao som de Lairtom e Raça Negra – nada contra estes profissionais, mas cada macaco no seu galho – enquanto os forrozeiros da região ficam a “ver navios”.

O incremento do turismo não só enriquece culturalmente a cidade – e região – como é, também, uma grande fonte geradora de empregos, por isso é essencial a parceria entre o governo e a iniciativa privada. Em decorrência destes investimentos, as cidades circunvizinhas acompanhariam o crescimento – nestes seguimentos – de Feira de Santana.

O turismo é uma forma ou meio de superar a estagnação cultural e econômica que atinge aos cidadãos e as finanças de qualquer comunidade, os seus efeitos incrementam e resgatam a cultura, incentivam a auto-estima do cidadão e aumentam a inclusão social das pessoas de baixa renda que vêem uma oportunidade de participar e se engajar.

Do que adianta construir espaços culturais – teatros, museus, galerias – ou reformar os já deteriorados, pela ação do tempo e do descaso dos seus Gestores, se não há eventos ou só, esporadicamente, um evento de pouca qualidade?

Só temos hoje a micareta, a exposição agropecuária em setembro e o são João em são Jose. Esta situação incomoda, faz com que as agências de turismo da cidade sobrevivam de “mandar” turistas para outras plagas.

Alberto Peixoto

www.albertopeixoto.com.br
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