Cuba elege Parlamento que poderá definir sucessão

Apenas um candidato pode concorrer por vaga. Entre eles, está o próprio Fidel, embora ele não apareça em público há mais de um ano e meio.

Espera-se que a participação do eleitorado fique em torno de 90%. Para serem eleitos, os candidatos únicos devem receber mais de 50% dos votos.

Raúl Castro, irmão de Fidel e presidente em exercício desde o seu afastamento do cargo, disse que o novo parlamento se reunirá no dia 24 de fevereiro para decidir se Fidel deve continuar como chefe de Estado de Cuba.

A nova Assembléia Nacional tem até 45 dias para escolher o presidente do país e um novo Conselho de Estado.

Segundo informações da agência de notícias Efe, Raúl Castro disse que a data de 24 de fevereiro foi escolhida por marcar o aniversário da Constituição cubana e o início da guerra de independência de Cuba, em 1895.

Desde 1976 Fidel Castro tem sido eleito e ratificado como chefe de governo em todas as eleições, que eram realizadas a cada cinco anos. Esta é a primeira vez que os cubanos têm dúvida de quem será o novo presidente.

O estado de saúde de Fidel e algumas das suas declarações recentes indicam a possibidade de ele não aceitar o cargo e passá-lo de forma permanente a seu irmão Raúl.

Processo eleitoral

O correspondente da BBC em Havana Fernando Ravsberg informa que o processo eleitoral tem duas partes e teve início no final do ano passado, com a eleição de delegados de base, representantes locais eleitos por assembléias de bairros.

Desses delegados, saem 50% dos candidatos a deputados. A outra metade é escolhida por Comissões de Candidatura, compostas por representantes de sindicatos, federação de mulheres, entre outras entidades.

Mais de 90% dos deputados do parlamento são comunistas, o que se explica pelo fato de as organizações que compõem as Comissões de Candidatura serem todas lideradas por membros do Partido ou da Juventude Comunista.

Portanto, mesmo sem indicar os nomes, o Partido tem controle sobre as candidaturas, o que torna praticamente impossível um opositor chegar a candidato e membro do Parlamento.

Os oposicionistas já tentaram convencer a população a não votar nos candidatos indicados, mas, segundo dados oficiais, o máximo que conseguiram até hoje foi 10% entre votos nulos, brancos e abstenções.

Por isso, diz o correspondente da BBC, tudo indica que não haverá muitas surpresas neste domingo. O único mistério, se o novo Parlamento vai eleger Fidel como presidente ou não, só deverá ser conhecido no final de fevereiro.

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