O Pastor Cara de Pau

Neste último final de semana cheguei à conclusão de que, realmente, o mundo está de ponta-cabeça. Veja você, que no bairro de Vila Nova de Colares, na cidade de Serra Grande, zona metropolitana de Vitória, Espírito Santos, um pedreiro que também se diz Pastor Evangélico prega, desavergonhadamente, a bigamia, incentivando aos fies da sua Igreja – algo em torno de doze pessoas – a possuírem diversas mulheres. Seu nome é Justino de Oliveira, 50 anos, casado e, freqüentemente, mantém relações extraconjugais com as diversas freqüentadoras da sua religião (do seu rebanho), inclusive as casadas, com a permissão dos seus maridos que a tudo aceita, dizendo ser – ou acreditando ser – a vontade de Deus.

E diz o pastor “cara de pau”: “eu gostaria de ter alguém que mostrasse, biblicamente, onde foi – na Bíblia – proibido um homem ter mais de uma mulher”. Segundo o pedreiro Pastor, o motivo dele agir desta forma é em obediência à vontade Deus e cita o capitulo 3 do livro de Oséias, onde, segundo ele, Deus autoriza aos homens tomar a mulher amada – mesmo sendo esta do seu amigo – e adulterar. “E tudo em nome de Deus”!

Imagine se isso fosse verdade! Poderíamos ter, oficialmente, quantas mulheres quiséssemos, sem as amigas da nossa esposa passarem trotes nos entregando, poderíamos degustar, sem maiores problemas, loiras, morenas, ruivas, mulatas, de acordo com nossos desejos, no dia e hora que quiséssemos, sem nos preocupar em arranjar uma desculpa para justificar ter chegado mais tarde em casa e, se residissem todas na mesma casa, seria o maximo. Nem combustível gastaríamos para visitá-las.

Em contra partida, teríamos varias mulheres e diversos problemas do gênero: dar um cartão de credito para cada esposa, cheque especial, uma linha de credito em diversas butiques – inclusive nos institutos de beleza – carro, celular e diversas futilidades do tipo que as mulheres gostam e, alem de tudo isso, ser “regulado” por todas elas.

Se tivéssemos quatro ou mais mulheres – assim como os árabes – também teríamos quatro ou mais sogras. Aí, nem Alá agüenta.

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Sobre o autor

Alberto Peixoto
Antonio Alberto de Oliveira Peixoto, nasceu em Feira de Santana, em 3 de setembro de 1950, é Bacharel em Administração de Empresas pela UNIFACS, e funcionário público lotado na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, atua como articulista do Jornal Grande Bahia, escrevendo semanalmente, é escritor e tem entre as obras publicadas os livros de contos: 'Estórias que Deus Duvida', 'O Enterro da Sogra, 'Único Espermatozoide', 'Dasdores a Difícil Vida Fácil', participou da coletânea 'Bahia de Todos em Contos', Vol. III, através da editora Òmnira. Também atua incentivador da cultura nordestina, sendo conselheiro da Fundação Òmnira de Assistência Cultural e Comunitária, realizando atividades em favor de comunidades carentes de Salvador, Feira de Santana e Santo Antonio de Jesus. É Membro da Academia de Letras do Recôncavo (ALER), ocupando a cadeira de número 26. E-mail para contato: [email protected] Saiba mais sobre o autor visitando o endereço eletrônico http://www.albertopeixoto.com.br.