+ Manchetes >

Neoliberalismo e Reformas Administrativas

As reformas estruturais e neoliberais, pelas quais passou a América Latina nos anos 90, “claro” que com o consentimento de Washington, reestruturaram e ajustaram as reformas administrativas e previdenciárias, exigindo, rigorosamente, um equilíbrio fiscal; redefiniu o papel do Estado na economia, dando um novo direcionamento ao ingresso do capital externo, moderou a recessão, o desemprego, conflitos sociais; flexibilizou os direitos trabalhistas, aumentou o trabalho informal, provocou o desmonte dos sistemas de seguridade social, de saúde e de educação.

A principal reforma de reestruturação do Estado, ocorreu no Brasil em meados dos anos 90, chamada de “Reforma Administrativa”, conhecida como “Reforma Bresser Pereira” por ter sido coordenada pelo então Ministro da Administração Federal e da Reformas do Estado – no governo de Fernando Henrique Cardoso – Luiz Carlos Bresser Pereira, que, mais tarde, declarou em artigo publicado na Folha de São Paulo -2002 – que havia, apesar da política de Reestruturação do Estado Brasileiro, uma baixa confiança dos mercados internacionais em relação à nossa economia e da vulnerabilidade da mesma, em relação às varias crises no mercado financeiro mundial. Provavelmente tenha sido este o motivo das reformas de Bresser não ter alcançado os resultados desejados, deixando o Estado mais endividado e multiplicando, ainda mais, a “divida”.

Desde os anos 90 que o Brasil, através da sua política de privatização – que foi o carro chefe das reformas estruturais – privatizou mais de 70% de suas estatais, reduzindo, de forma notável, o tamanho do Estado.

Se na década de 90 os serviços prestados por empresas privadas eram sinônimos de qualidade e conforto, esta percepção está mudando em nossos dias. Segundo dados do IPSOS – instituto de opinião – a maioria da população prefere que o Estado retorne ao controle dos “serviços”, sendo que 62% se mostram contrários à política de privatização, que foi adotada pela administração FHC.

Outros dados dessa mesma pesquisa, 74% da população brasileira anseiam pelo retorno do Estado, cumprindo suas funções sociais e gerenciando os serviços públicos. Em síntese, o Estado deve ser responsável pelos serviços essenciais da população e com maior proteção social.

Compartilhe e Comente

Faça uma doação ao JGB

Redes sociais do JGB

Publicidade

Publicidade

+ Publicações >>>>>>>>>

Manchete

Colunistas e Artigos

Sobre o autor

Alberto Peixoto
Antonio Alberto de Oliveira Peixoto, nasceu em Feira de Santana, em 3 de setembro de 1950, é Bacharel em Administração de Empresas pela UNIFACS, e funcionário público lotado na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, atua como articulista do Jornal Grande Bahia, escrevendo semanalmente, é escritor e tem entre as obras publicadas os livros de contos: 'Estórias que Deus Duvida', 'O Enterro da Sogra, 'Único Espermatozoide', 'Dasdores a Difícil Vida Fácil', participou da coletânea 'Bahia de Todos em Contos', Vol. III, através da editora Òmnira. Também atua incentivador da cultura nordestina, sendo conselheiro da Fundação Òmnira de Assistência Cultural e Comunitária, realizando atividades em favor de comunidades carentes de Salvador, Feira de Santana e Santo Antonio de Jesus. É Membro da Academia de Letras do Recôncavo (ALER), ocupando a cadeira de número 26. E-mail para contato: [email protected] Saiba mais sobre o autor visitando o endereço eletrônico http://www.albertopeixoto.com.br.