A Democracia Latino-Americana

Artigo analisa a democracia Latino-Americana.

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Podemos admitir que as cinco eleições diretas para presidente da republica, representam um avanço significativo na história política do Brasil, apesar de ter elegido governos populistas e autoritários durante estes 24 anos de democracia ininterrupta, mas, mesmo assim, é necessário aprimorar este regime e resolver os problemas de ordem estrutural.

Admitamos, também, que se conquistou no Brasil uma democracia definitiva e genuína, porém, questionável na sua essência porque é preciso que esse sistema seja de inclusão, onde o cidadão seja mais participativo e que os problemas sociais e econômicos rendam-se aos anseios da sociedade.

Seguindo esta linha de raciocínio, mais da metade dos cidadãos latino-americanos, em nome da solução dos problemas sociais e econômicos dos seus paises, estariam dispostos a aceitarem um governo autoritário, enquanto outra parte estaria a favor de uma administração progressista, mesmo que colocasse em risco a democracia, apesar da participação da sociedade ser primordial na busca de uma democracia ideal, com justiça social, emancipação humana e de uma política plena.

O Chavismo, na Venezuela e o sistema “escravagista” de Evo Morales, na Bolivia, catastroficamente nos mostram que o clientelismo predomina na democracia latino-americana, fracassando na procura de proporcionar liberdade cívica e garantindo os direitos humanos, sendo tachada por alguns historiadores como democracia inercial.

Além da democracia autoritária, que já faz parte da cultura latino-americana, impera também, um sistema delegativo, criando frágeis instituições políticas onde existe a corrupção patrocinando crises de ordens sócio-econômicos, silenciando e deixando vulnerável a opinião pública, que fica exposta ao autoritarismo do Presidente da Republica e de sua equipe pessoal.

Finalmente, a sociedade e a mídia, devidamente organizados, podem criar mecanismos para controlar e punir os desmandos e o excesso de poder praticado pelo governo através de sanções legais, como por exemplo, o impeachment. É necessário que haja um revezamento no poder para que a democracia seja fortalecida.

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Sobre o autor

Alberto Peixoto
Antonio Alberto de Oliveira Peixoto, nasceu em Feira de Santana, em 3 de setembro de 1950, é Bacharel em Administração de Empresas pela UNIFACS, e funcionário público lotado na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, atua como articulista do Jornal Grande Bahia, escrevendo semanalmente, é escritor e tem entre as obras publicadas os livros de contos: 'Estórias que Deus Duvida', 'O Enterro da Sogra, 'Único Espermatozoide', 'Dasdores a Difícil Vida Fácil', participou da coletânea 'Bahia de Todos em Contos', Vol. III, através da editora Òmnira. Também atua incentivador da cultura nordestina, sendo conselheiro da Fundação Òmnira de Assistência Cultural e Comunitária, realizando atividades em favor de comunidades carentes de Salvador, Feira de Santana e Santo Antonio de Jesus. É Membro da Academia de Letras do Recôncavo (ALER), ocupando a cadeira de número 26. E-mail para contato: [email protected] Saiba mais sobre o autor visitando o endereço eletrônico http://www.albertopeixoto.com.br.