Escola de Medicina

As considerações publicadas num artigo há alguns anos sobre a conveniência de uma escola de medicina, gerou por parte de alguns colegas no seio da universidade estadual uma forte reação onde se destacava como uma “necessidade social” a construção do referido curso.

As considerações publicadas num artigo há alguns anos sobre a conveniência de uma escola de medicina, gerou por parte de alguns colegas no seio da universidade estadual uma forte reação onde se destacava como uma “necessidade social” a construção do referido curso. Embora nossas ponderações trouxessem à tona a inserção já desproporcional de médicos no então mercado de trabalho, assim como o questionamento sobre a qualidade do ensino em nossas faculdades sobrou espinhos pra todo lado. Faltou a nosso ver primarmos pelo senso da efetiva responsabilidade social da universidade e dos atores envolvidos no processo de educação do ensino médico e das profissões de saúde numa discussão mais ampla não só de um setor acadêmico, atrelado que estava a um interesse político institucional da então reitoria e de sua representante legal, mas também de setores representativos da sociedade.

Dito ou feito este retrospecto o mesmo coincide como uma semana onde se comemora dias alusivos a diversos profissionais de saúde e fico a me perguntar. O que mudou após estes anos? Qual a efetiva discussão acerca do curso de medicina e de outras profissões de saúde na nossa cidade? Qual o efetivo papel das nossas instituições de saúde na promoção e recuperação da saúde de nossa gente?
Sei que ingressaram muitos jovens com espinhas na face, outros ainda imberbes e esperançosos e cujos pioneiros agora se debatem com uma dura e perversa realidade.

Segundo dados de pesquisadores dessa própria universidade a concentração absurda de médicos se dá nas regiões litorâneas do país e em cidades de grande porte e quando se trata do mercado de trabalho temos uma procura espontânea das instituições, dos serviços privados como compradores de mão de obra barata e focadas na especialização.Hoje, como diria esse mesmo cientista, os médicos são trabalhadores comuns, são comparados à trabalhadores de “chão de fábrica”, “terceirizados”, “gatoperativados” e outras situações esdrúxulas por que passam os médicos em seus intermináveis plantões e ambulatórios sem a oportunidade de educação continuada dado aos custos crescentes de atualização e falta de tempo para o estudo.

Enquanto a criação do curso possa ter se fundamentado em novos paradigmas e com flexibilidade de suas diretrizes curriculares permaneceu, contudo a dicotomia entre a teoria e a prática, entre o ensino e serviço e, por conseguinte a dificuldade de avaliação de competências profissionais para efeito de certificação educacional. Estes elementos indispensáveis para o desenvolvimento das competências, para a formação de novos atores que venham a interferir na medicina, na promoção da saúde precisam ser definidos, precisam ser repensados.

É inegável que a universidade é a grande responsável social desse processo educacional, porém, sem o planejamento necessário, não atendeu até então aos reclamos dos atores envolvidos neste contexto, quer sejam professor quer sejam alunos que de forma heróica e isolada vem tentando se inserir na construção de um hospital escola. Estava posto o HGCA senão como única, mas, sobretudo como uma parte substancial do conhecimento científico e que pudesse ampliar para outras esferas os ensinamentos não só da ciência médica, mas da economia, das ciências sociais, etc. Este projeto de formação tão necessário e que fatalmente desaguará num funil de uma suposta “qualificação” só, infelizmente, deverá ser encontrada nos programas de pós-graduação e de especialização das residências médicas como alternativas de adequar-se ao mercado globalizado de trabalho.

Porém, nem a Universidade Estadual de Feira, UEFS, nem a Secretaria da Saúde externaram medidas concretas de solucionar até então a falta de um internato, diga-se de término de uma qualificação e de competências necessárias ao alunado que se espreme neste funil educacional.

Falta muito para avançarmos na promoção da saúde da população. E é preciso dispor de recursos que ampliem nossa visão para que possamos identificar que, estratégias isoladas de construção de bases curriculares ou a disponibilidade de alguns serviços de saúde apenas, são insuficientes para argumentar a contradição do processo de formação e de assistência à saúde da população.

É oportuno não apenas criar cursos, mas inseri-los num contexto mais amplo que a oferta de vagas, mas, sobretudo provocarmos o debate sobre qual o tipo de profissional que a escola deve formar, e qual a saúde que nós devemos ter.

ona a inserção já desproporcional de médicos no então mercado de trabalho, assim como o questionamento sobre a qualidade do ensino em nossas faculdades sobrou espinhos pra todo lado. Faltou a nosso ver primarmos pelo senso da efetiva responsabilidade social da universidade e dos atores envolvidos no processo de educação do ensino médico e das profissões de saúde numa discussão mais ampla não só de um setor acadêmico, atrelado que estava a um interesse político institucional da então reitoria e de sua representante legal, mas também de setores representativos da sociedade.Dito ou feito este retrospecto o mesmo coincide como uma semana onde se comemora dias alusivos a diversos profissionais de saúde e fico a me perguntar. O que mudou após estes anos? Qual a efetiva discussão acerca do curso de medicina e de outras profissões de saúde na nossa cidade? Qual o efetivo papel das nossas instituições de saúde na promoção e recuperação da saúde de nossa gente? Sei que ingressaram muitos jovens com espinhas na face, outros ainda imberbes e esperançosos e cujos pioneiros agora se debatem com uma dura e perversa realidade.

Segundo dados de pesquisadores dessa própria universidade a concentração absurda de médicos se dá nas regiões litorâneas do país e em cidades de grande porte e quando se trata do mercado de trabalho temos uma procura espontânea das instituições, dos serviços privados como compradores de mão de obra barata e focadas na especialização.Hoje, como diria esse mesmo cientista, os médicos são trabalhadores comuns, são comparados à trabalhadores de “chão de fábrica”, “terceirizados”, “gatoperativados” e outras situações esdrúxulas por que passam os médicos em seus intermináveis plantões e ambulatórios sem a oportunidade de educação continuada dado aos custos crescentes de atualização e falta de tempo para o estudo.Enquanto a criação do curso possa ter se fundamentado em novos paradigmas e com flexibilidade de suas diretrizes curriculares permaneceu, contudo a dicotomia entre a teoria e a prática, entre o ensino e serviço e, por conseguinte a dificuldade de avaliação de competências profissionais para efeito de certificação educacional. Estes elementos indispensáveis para o desenvolvimento das competências, para a formação de novos atores que venham a interferir na medicina, na promoção da saúde precisam ser definidos, precisam ser repensados.É inegável que a universidade é a grande responsável social desse processo educacional, porém, sem o planejamento necessário, não atendeu até então aos reclamos dos atores envolvidos neste contexto, quer sejam professor quer sejam alunos que de forma heróica e isolada vem tentando se inserir na construção de um hospital escola.

Estava posto o HGCA senão como única, mas, sobretudo como uma parte substancial do conhecimento científico e que pudesse ampliar para outras esferas os ensinamentos não só da ciência médica, mas da economia, das ciências sociais, etc. Este projeto de formação tão necessário e que fatalmente desaguará num funil de uma suposta “qualificação” só, infelizmente, deverá ser encontrada nos programas de pós-graduação e de especialização das residências médicas como alternativas de adequar-se ao mercado globalizado de trabalho. Porém, nem a Universidade Estadual de Feira, UEFS, nem a Secretaria da Saúde externaram medidas concretas de solucionar até então a falta de um internato, diga-se de término de uma qualificação e de competências necessárias ao alunado que se espreme neste funil educacional.Falta muito para avançarmos na promoção da saúde da população.

E é preciso dispor de recursos que ampliem nossa visão para que possamos identificar que, estratégias isoladas de construção de bases curriculares ou a disponibilidade de alguns serviços de saúde apenas, são insuficientes para argumentar a contradição do processo de formação e de assistência à saúde da população.É oportuno não apenas criar cursos, mas inseri-los num contexto mais amplo que a oferta de vagas, mas, sobretudo provocarmos o debate sobre qual o tipo de profissional que a escola deve formar, e qual a saúde que nós devemos ter.

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