Coração de papel

Não existe dor maior nesse mundo, daquela provocada pela certeza que, viemos ao mundo sem sermos desejados, queridos, almejados. Educar alguém, que nasce aparentemente sem pedir por isso é, mais que tudo, um ato de amor, de amar. Mulheres de todo o mundo, que pretendem, seja lá por que razão, serem veículos, intermediar novas vidas nesse planetinha tão atribulado, consultem primeiro a si mesmas antes de dar ouvidos a maridos, família e a toda a opinião pública se querem ser mães, se realmente desejam gerar e cuidar de uma vida, dando de si o melhor.

Jamais digam na frente de um filho que ele é razão de algum descuido ou atitude involuntária. Assuma esse ser que parece não saber de nada, mas que certamente sabe o principal, desde o nascimento, que é identificar o amor quando ele se faz presente.

É assustador ver como as mulheres, de todas as classes sociais ainda deixam-se engravidar sem nenhuma consciência da verdadeira função da maternidade como formadora de um ser social. Verdade seja dita que os ricos têm menos filhos que os menos favorecidos, mas, mesmo assim, o desamor está presente na grande maioria dos lares. Casar e ter filhos tornou-se mera “obrigação social”, sem nenhum compromisso com a verdade, ou seja, com a real intenção de criar e educar uma criança.

O valor que rege a maior parte das relações pais e filhos é o do poder de conquista de um status quo ideal, onde o dinheiro seria o produtor da esperada “felicidade”, onde quem tem mais pode tudo. O importante é ter e não ser. Nas classes mais empobrecidas, onde a educação praticamente não existe e a cidadania não é incorporada, as famílias se tornam cada vez mais numerosas e mais distantes de chegar a um patamar humanizado de existência.

É a indústria da miséria, apoiada pelo programa do bolsa-família, que não pode cobrir com dignidade, mesmo com a crescente contribuição da classe média trabalhadora e pagante desta falácia governamental, a fome e a falta de oportunidade de inclusão dos milhões de miseráveis que nascem todos os dias.

Sem educação básica, boas escolas públicas, políticas sociais que visem a real inclusão e não essa escorchante e abusiva ganância do fisco sobre quem contribui com seu salário parco e suado para financiar esse projeto megalomaníaco de poder, não poderemos estar a altura de nossas possibilidades como cidadãos de uma nação como o Brasil e nunca chegaremos a merecer nada melhor do que o que temos visto até o momento.

Seremos sempre os que desejam mas não conseguem porque não se fazem respeitar. Somos uma nação de mudos e apáticos contribuintes. Nada queremos fazer que possa mexer com a nossa rotina estressante e cruel. Comprar briga prá que, não é assim que pensamos? Não vai adiantar nada mesmo, é o que dizemos a cada dia. Pobres de nós, pobre nação, pobre futuro esse que nos espera.

Compartilhe e Comente

Faça uma doação ao JGB

Redes sociais do JGB

Publicidade

Publicidade

+ Publicações >>>>>>>>>

Manchete

Colunistas e Artigos

Sobre o autor

Redação
O Jornal Grande Bahia (JGB) é um portal de notícias com sede em Feira de Santana e abrange as Regiões Metropolitanas de Feira de Santana e Salvador. Para enviar informações, fazer denúncias ou comunicar erros do jornal mantenha contato através do e-mail: [email protected]