A Louca Marta Rocha

O mundo da moda é um território de sonhos onde pouquíssimas pessoas podem ter acesso. Gisele Bundchen, um dos maiores fenômenos da moda em todos os tempos, abriu o caminho para o “fashion made in Brazil”, mostrando uma nova perspectiva de sucesso nas passarelas, para as jovens candidatas a modelo deste país, descerrando um leque de novas carreiras e compondo um novo grupo de profissionais a serviço do mundo da moda.

Seja nas novelas ou nos reclames de TV, vemos, a todo o momento, que o mundo da moda, cada vez mais consegue o seu espaço, principalmente na esfera feminina. Envolvido com os espetáculos do mundo “fashion”, fiz uma viagem no tempo, retornando a Feira de Santana das décadas de 50 e 60, onde, por aqui existia a “Louca Marta Rocha”.

Pessoa ímpar, a Louca Marta Rocha – não confundir com a Miss Universo – figura folclórica da cidade Princesa, vestindo seus trajes excessivamente coloridos, com um turbante envolvendo sua cabeça, sempre nas cores roxa ou lilás, seu rosto “borrado” por uma maquiagem não menos acentuada, desfilava pelas artérias da cidade, principalmente pela rua Conselheiro Franco, transformada em sua passarela particular – naquela época conhecida como rua Direita – ia e vinha em seu desfile alegórico, nos dias em que eram realizados a tradicional Festa de Santana. Como se fosse um ritual, circulava o coreto central da praça da Matriz, ao som de uma filarmônica, que em seu pequeno concerto musical, animava a trajetória daquele ser exótico, sempre acompanhada de um batalhão de crianças, gritando seu nome e animando aquela cena burlesca.

Não sei qual a sua origem nem o fim daquele ser circunspecto, em suas cores vivas e brilhantes, animando com suas ingenuidades a já tão alegre Festa de Santa. Que Deus a tenha em um bom lugar.

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Sobre o autor

Alberto Peixoto
Antonio Alberto de Oliveira Peixoto, nasceu em Feira de Santana, em 3 de setembro de 1950, é Bacharel em Administração de Empresas pela UNIFACS, e funcionário público lotado na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia, atua como articulista do Jornal Grande Bahia, escrevendo semanalmente, é escritor e tem entre as obras publicadas os livros de contos: 'Estórias que Deus Duvida', 'O Enterro da Sogra, 'Único Espermatozoide', 'Dasdores a Difícil Vida Fácil', participou da coletânea 'Bahia de Todos em Contos', Vol. III, através da editora Òmnira. Também atua incentivador da cultura nordestina, sendo conselheiro da Fundação Òmnira de Assistência Cultural e Comunitária, realizando atividades em favor de comunidades carentes de Salvador, Feira de Santana e Santo Antonio de Jesus. É Membro da Academia de Letras do Recôncavo (ALER), ocupando a cadeira de número 26. E-mail para contato: [email protected] Saiba mais sobre o autor visitando o endereço eletrônico http://www.albertopeixoto.com.br.