67% em 22 países querem retirada rápida do Iraque

As entrevistas, feitas inclusive no Brasil, foram realizadas entre os dias 29 de maio e 26 de julho de 2007 pela empresa de pesquisas GlobeScan, em parceria com o Programa sobre Atitudes Políticas Internacionais da Universidade de Maryland.

O levantamento indica que 39% são a favor da saída imediata dos soldados, enquanto que 28% acham que a retirada tem se ser feita de forma gradual, durante um ano.

Apenas 23% acham que os soldados devem permanecer no Iraque até que a situação de segurança melhore.

Avaliação

A pesquisa está sendo divulgada dias antes de o comandante militar americano no Iraque, David Petraeus, e o embaixador dos Estados Unidos no Iraque, Ryan Crocker, apresentarem sua avaliação ao Congresso americano sobre os resultados do aumento do número de tropas no Iraque promovido desde fevereiro deste ano.

Analistas acreditam que a apresentação dos dois possa influenciar as decisões do governo americano sobre os próximos passos a ser tomados no Iraque.

A administração Bush está sendo cada vez mais pressionada pela oposição democrata e por alguns integrantes do próprio Partido Republicano a estipular um prazo para a retirada das tropas americanas do Iraque, e a pesquisa divulgada nesta sexta-feira revela que esta é também a vontade da opinião pública.

O consultor-sênior sobre Iraque e diretor de Segurança do Gulf Research Center, nos Emirados Árabes Unidos, Mustafa Al-Ani, diz não ter ficado surpreso com o resultado da pesquisa.

“A opinião pública percebeu que esta é uma guerra que não pode ser vencida e que necessita de intermináveis recursos financeiros e humanos. As pessoas perderam a confiança no governo americano, porque não acreditam mais que a guerra possa trazer resultados positivos.”

Retirada imediata

A população dos principais países que fazem parte da coalizão no Iraque é favorável à retirada dos soldados em, no máximo, um ano.

Nos Estados Unidos, 61% dos entrevistados pensam desta forma, sendo que 24% querem que as tropas voltem para a casa imediatamente, enquanto que 37% preferem uma retirada gradual.

Na Grã-Bretanha, 65% da população quer que seus soldados voltem em um ano, e na Coréia do Sul e na Austrália, 63% partilham desta opinião.

O presidente da GlobeScan, Doug Miller, diz que os resultados da pesquisa mostram que “grande parte da opinião pública, inclusive da opinião americana, é contrária à atual política da administração Bush de deixar as condições de segurança ditarem o prazo da retirada das tropas americanas”.

Ao comparar os resultados da mais recente pesquisa com outra divulgada em fevereiro de 2006, o apoio à permanência das tropas estrangeiras no Iraque até que a segurança no país melhore caiu pela metade entre a população dos países do oeste da Europa e da América do Norte, incluindo os Estados Unidos.

Os países muçulmanos são os que se mostram mais ávidos pela retirada imediata dos soldados estrangeiros do Iraque: 65% pensam assim na Indonésia, 64% na Turquia e 58% no Egito.

Por outro lado, a maioria da população de dois países latino-americanos também demonstra este desejo: 68% dos mexicanos e 54% dos brasileiros são favoráveis à saída imediata das tropas de coalizão.

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