Delegada diz que crime contra jornalista pode ter sido tentativa de roubo

A Polícia Civil ainda não definiu a motivação do crime contra o jornalista Amaury Ribeiro Júnior. “Não é só tráfico de drogas, pode ter sido uma tentativa de roubo”, disse a delegada responsável pelas investigações, Adriana Fernandes de Carvalho, em entrevista à Agência Brasil.

O jornalista foi baleado na noite de quarta-feira (19/09/2007), no município goiano de Cidade Ocidental, a 48 quilômetros de Brasília, onde fazia uma série de reportagens sobre o tráfico de drogas e a violência local para o jornal Correio Braziliense.

Segundo a delegada, todas as hipóteses são possíveis. “Ainda é cedo, não posso descartar nada”. Testemunhas informaram que o criminoso teria gritado “Assalto!” ao chegar no local e, em seguida, atirou no jornalista. O ministro Tarso Genro ordenou que a Polícia Federal participe das investigações. Por lei, a PF pode entrar no caso pela hipótese de o crime ter sido um atentado.

Adriana de Carvalho informou que a Polícia Civil já tem novos suspeitos. No primeiro dia de investigações, uma pessoa foi detida, mas liberada em seguida. Uma testemunha convocada para reconhecer o suspeito deu nota sete, numa escala que vai de zero a dez. Adriana de Carvalho não soube dizer quando ficará pronto o exame nas mãos do suspeito para detectar vestígios de pólvora.

A polícia já concluiu o exame de balística e a perícia no local do crime. O buraco na parede feito por uma das três balas disparadas foi cimentado assim que a polícia terminou o trabalho. Apenas uma bala acertou o jornalista perto da barriga. Ele foi operado e passa bem.

Ontem (20) de manhã, a delegada se reuniu com cerca de 15 policiais de Inteligência da Cidade Ocidental e Luziânia (no entorno do DF), de Goiás e do Distrito Federal.

A cooperação entre as polícias está prevista na Rede Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (Ride/DF), criada pela Lei Complementar nº 94/1998. De acordo com essa legislação, 19 municípios de Goiás, de Minas Gerais, do Distrito Federal e a União promovem ações conjuntas em várias áreas, incluindo segurança pública.

Segundo a delegada, não é uma ação nova provocada pelo caso. “A cooperação pode ajudar a elucidar o caso mais rápido, mas já existia antes e vai continuar, independentemente desse caso”.

O município de Cidade Ocidental conta com 13 agentes da Polícia Civil, incluindo a delegada. O município dispõe de três viaturas, o que para Adriana de Carvalho “são suficientes” para o patrulhamento da região.

Nesta semana, o governo de Goiás anunciou a compra de 172 viaturas. De acordo com o prefeito da Cidade Ocidental, Plínio Araújo, que participou da cerimônia, cerca de dez veículos devem ir para o município, mas o número ainda não foi anunciado pelo governador.

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