Precisamos de um presidente decente, honrado e que tenha por objetivo o desenvolvimento de nosso país | Por Fernando de Fabinho

Luiz Fernando de Fabinho Araújo Lima (Fernando de Fabinho): Precisamos de um Presidente decente, honrado e que tenha por objetivo o desenvolvimento de nosso País e não o retrocesso, a relação confusa com o poder e seus comandados. Não podemos permitir, aceitar que o Brasil tenha de novo um dirigente confuso e destemperado.

Luiz Fernando de Fabinho Araújo Lima (Fernando de Fabinho): Precisamos de um Presidente decente, honrado e que tenha por objetivo o desenvolvimento de nosso País e não o retrocesso, a relação confusa com o poder e seus comandados. Não podemos permitir, aceitar que o Brasil tenha de novo um dirigente confuso e destemperado.

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, é com muita alegria e um sentimento de dever cumprido que subo a esta tribuna para agradecer ao meu povo, ao povo baiano, a demonstração de confiança que mais uma vez foi depositada em mim.

Em 2007, iniciamos um novo ciclo, uma nova Legislatura, sempre mantendo a mesma postura e lisura diante dos trabalhos e responsabilidades que tenho como cidadão e como Parlamentar.

O povo me reconduziu ao cargo, para exercer mais 4 anos de mandato, que serão dedicados às causas que venho defendendo com ardor e coragem, sempre em defesa dos menos favorecidos e com a intenção primordial de facilitar a vida desses cidadãos que vêm sofrendo com os desmandos nas administrações públicas onde recursos fundamentais são desviados com desculpas espúrias e impróprias que só causam dano à população.

Foi uma disputa ética e respeitosa que me trouxe muita alegria e satisfação. Em nenhum momento deixei de estar presente nos Municípios baianos, ouvindo, procurando soluções e encaminhando todas as demandas de meu povo. Dedico minha vitória a todos que acreditaram em mim, a todos que me concederam seu voto. Com isso, quero dizer que podem acompanhar o meu mandato, pois farei o possível e o impossível para exercê-lo com mais avanço e participação. Essa confiança em mim depositada é fruto de um trabalho árduo do qual me propus a fazer.

Agradeço também aos meus funcionários, que estiveram todo o tempo trabalhando e acreditando; aos meus irmãos, à minha mãe e, em especial, ao meu pai, Fábio; à minha mulher e filhas; aos amigos que se engajaram na campanha com empenho e dedicação, às igrejas, a líderes comunitários, aos Municípios que conheceram meu trabalho, aos Prefeitos que me ajudaram, enfim, a todos que estiveram direta ou indiretamente envolvidos com o meu trabalho.

Estou sendo reconduzido a esta Casa com votação em 80% dos Municípios baianos, o que coroa todo o trabalho que venho desempenhando em minha vida como Parlamentar.

Sr. Presidente, saiu das urnas a 53ª Legislatura da Câmara dos Deputados, em uma das eleições mais difíceis da história do Parlamento brasileiro, onde fomos atacados por todos os lados nos últimos 2 anos. Tenho certeza de que a primeira grande reforma que teremos de fazer na próxima Legislatura será a reforma política, pois não poderemos continuar a conviver com eleições dessa forma, em que Deputados do mesmo partido disputam uma vaga.

Estou preocupado também com outras reformas, como a econômica, pois não podemos mais conviver com juros inadequados e incoerentes para a vida de nossos concidadãos; a tributária, que engloba também o apoio à pequena e à microempresa, no sentido de mantê-las, pois geram 60% dos empregos formais no Brasil, e possibilitará novo tempo para o desenvolvimento brasileiro e o fortalecimento dessas empresas. Acredito que, dentro de poucos anos, as microempresas, que hoje representam 20% do PIB, passarão a representar 40% do Produto Interno Bruto brasileiro.

Outras reformas, como a educacional e a judiciária, são também urgentes e necessárias. Essas novas reformas têm que ocorrer sob a presidência de um dirigente comprometido com as causas brasileiras, um dirigente firme, coerente, inovador e preocupado efetivamente em tomar decisões que beneficiem a sociedade brasileira, como o nosso futuro Presidente Geraldo Alckmin.

Precisamos mudar. Este Governo está sendo marcado pela corrupção e pelo desmando. Não fez nada de novo, não promoveu o desenvolvimento esperado, não promoveu reformas. O País patina em cima de denúncias, não consegue avançar. A agricultura foi destruída pelo atual Governo. Computamos prejuízos para mais de 5 milhões de proprietários. E esses prejuízos não se deveram às intempéries, mas sim à falta de políticas pontuais para o setor. Precisamos recuperar o setor produtivo – um dos mais importantes do País – e escolher um governante que o reconstrua.

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, meus amigos, serei implacável na cobrança da continuidade de todas as obras que se iniciaram no Governo Paulo Souto. É responsabilidade do próximo Governo baiano continuar a promover o desenvolvimento do nosso Estado.

Não permitirei que novos rumos sejam tomados, que essa locomotiva baiana que tem promovido o desenvolvimento saia dos trilhos e se perca diante de administrações desastradas, incorretas e inadequadas. Serei um vigilante feroz dos interesses de meu povo.

Meus caros pares, não posso deixar de cumprimentar também o povo brasileiro que esteve presente às urnas. Acompanhamos as dificuldades que muitos cidadãos tiveram para se locomover até os locais de votação, mas, mesmo assim, cumpriram o dever cívico e compareceram maciçamente para declarar o seu voto.

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, muitas vezes tenho subido a esta tribuna para falar sobre a transposição do Rio São Francisco, um projeto do Governo Federal megalomaníaco e inadequado que não resolverá o problema da seca no Nordeste.

Hoje venho mais uma vez com este assunto recorrente para informar os planos do Presidente Lula, que, mesmo trazendo prejuízos à Bahia, está afirmando que dará continuidade ao projeto. No entanto, a proposta do Governo está suspensa, por força de liminar concedida pela 14ª Vara da Justiça Federal da Bahia, que suspendeu a licença prévia concedida pelo IBAMA, documento essencial para o início de uma obra dessa envergadura.

A proposta que defendi sempre foi a de realizar a recuperação do rio antes da transposição. Fui inclusive o Presidente da Comissão Especial que apreciou a PEC nº 524 oriunda do Senado que tratou do tema. Já foi a Comissão encerrada, tendo sido apresentado o relatório final. Apontou-se a necessidade de se recuperar o rio, o que, além de beneficiar a população ribeirinha, garantiria a sobrevivência do rio. Não podemos compactuar com a destruição do Rio São Francisco, o Rio da Integração Nacional, principal fonte de sustentação econômica e social do semi-árido.

A Bahia esteve subjugada por 4 anos. Durante esse tempo, não foi realizado nenhum projeto de vulto com objetivo de beneficiar nossa região. E agora, em seu plano de governo, o Presidente começa a citar projetos que não contemplam a Bahia, como a Ferrovia Transnordestina. A verdade é que o Presidente Lula não investiu adequadamente na malha rodoviária baiana, a não ser através da operação tapa-buracos, que não resolveu os enormes problemas que temos enfrentado, assaltos, mortes e acidentes horríveis que mutilam pessoas e nos deixam reféns de nossa própria sorte. Além do mais, houve denúncias a respeito dessas obras, por estarem com os contratos irregulares, segundo o Tribunal de Contas da União. Os remendos que fizeram, além de não terem resolvido os problemas, ainda estão sob suspeita.

Gostaria de destacar alguns pontos fracos do Governo Lula. Cito essa questão das privatizações das estradas, o que foi prometido, e não saiu, bem como o troca-troca de Ministros. Nunca na história trocou-se tanto de Ministros como no Governo atual. E as trocas foram por motivos espúrios. Pior do que trocar os Ministros é troca-los por corrupção. Vários deles estão indiciados em inquéritos comandados pela Polícia Federal e pelo Ministério Público. Dois presidentes de seu partido também tiveram que deixar seus cargos e estão sendo investigados. Todos esses escândalos paralisaram o Congresso Nacional, e tiveram como epicentro o Palácio do Planalto.

Precisamos mudar o foco dessas questões que só prejudicam nossa Nação apostando no novo, apostando na competência. É preciso responsabilidade para fazer uma escolha adequada no segundo turno desta eleição para Presidente do Brasil. Precisamos de um Presidente decente, honrado e que tenha por objetivo o desenvolvimento de nosso País e não o retrocesso, a relação confusa com o poder e seus comandados. Não podemos permitir, aceitar que o Brasil tenha de novo um dirigente confuso e destemperado.

Portanto, meus amigos, pensem no que é melhor para o nosso País, o que é melhor para a Bahia. Vamos mudar, mudar para melhor, sempre enxergando um novo amanhã, um novo mandato e novas propostas.

Muito obrigado.

Câmara dos Deputados, 10 de outubro de 2006.

Luiz Fernando de Fabinho Araújo Lima (Fernando de Fabinho), deputado federal (PFL/BA).

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